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És a nossa Fé!

O dia seguinte

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Antes de tudo o mais, ontem na capital financeira da Alemanha verificou-se uma grande vitória do Sporting Clube de Portugal face ao campeão da "Europe League" da época passada.

Disse o nosso treinador na conferência de imprensa: "O Eintracht tem muita qualidade técnica. Se partirmos o jogo todo de cima a baixo será difícil acompanhar o ritmo. (...) Queremos começar melhor, ter bola e ir directo para o golo. Não ter receio e fazer o que queremos."

E foi isso que o Sporting fez durante o jogo, impedir aquelas cavalgadas em que as equipas alemãs são mesmo demolidoras, baralhá-los nos esquemas de ataque que tinham pensado, deixar os espaços aparecerem com o tempo a passar, e com isso vir ao de cima a virtualidade dos jogadores mais adiantados.

As únicas oportunidades relevantes que o adversário teve resultaram de ofertas decorrentes de más decisões no processo de construir desde trás, passes péssimos de Ugarte e Neto, mas esse processo foi fundamental para construir a teia onde o adversário se enredou.

 

Por detrás da vitória claro que estiveram desempenhos individuais muito elevados. Finalmente tivemos o grande Adán da época passada, um trio de defensores de alto nível, mesmo Neto, que entrou a render um infeliz e grande jogador St.Juste, esteve muito bem tirando aquele passe sem nexo, os dois alas muito bem especialmente Porro naquele terceiro golo, nunca pensei que Ugarte e Morita conseguissem fazer na totalidade aquela fenomenal segunda parte, especialmente o japonês, já com um amarelo às costas, e aquele ataque móvel que a partir do momento em que o espaço apareceu, partiu tudo.

Foram 3-0 e até podiam ter sido mais.

 

Realmente aquele "soneca" inglês que Amorim escolheu e conseguiu no V. Guimarães, em que eu francamente não investia "5 tostões", esteve francamente soberbo naquela posição que não é nenhuma, é andar por lá, receber a bola e fazer o seu slalom, parando e arrancando como quem não quer a coisa, até alguma coisa acontecer de bom, remate ou assistência para golo.

Penso que foi a primeira vitória de sempre do Sporting em terras alemãs para as competições europeias, e logo por 3-0, mas foi a segunda do Sporting com Rúben Amorim frente a equipas alemãs, depois do 3-1 contra o Borussia de Dortmund em Alvalade. 

Depois do mau arranque na Liga, depois das últimas alterações do plantel decorrentes do mercado de Verão, depois de todas as nossas dúvidas e de todas as nossas reservas (sem falar dos insultos dos ressabiados nas tascas do costume), Amorim consegue um feito que vai ficar na história do nosso clube por muitos anos.

Pelos troféus que já ajudou a conseguir para o museu e agora por este feito inédito na história do clube, merecia também lá uma estátua, como a daquele (nem vale a pena qualificar, coitadinho que lhe expulsaram o seu Taremizinho por ter feito um mergulhozinho, que injustiça...) treinador do FC Porto que já tem uma no museu do Dragão, mas aqui no Sporting não há estátuas para ninguém, só mesmo para o Leão, quando muito há uma frase idiota dum ex-presidente na base da mesma que teima em não desaparecer dali.

 

Rúben Amorim mostrou-nos ontem em Frankfurt o caminho que serve para todas as épocas no Sporting. Não é a "jogar como nunca e perder como sempre", como alguns parecem sempre desejar, mas saber jogar com as limitações e virtudes próprias e alheias, e partir daí para as grandes conquistas.

Foi realmente uma vitória "made by Amorim".

E que tal renovar-lhe o contrato? Estão à espera de quê? É para ontem...

Depois lá o convencemos sobre o ponta de lança bom de cabeça... Com jeitinho vai lá...

 

PS: Clube grande é assim, e o Eintracht é um campeão europeu. Perdem em casa por 0-3 e os adeptos cantam no final com o cachecol ao alto, demonstrando o seu maior amor ao clube. Também no Sporting aconteceu isso no final do jogo com o Man.City em Alvalade, onde ainda perdemos por mais. Clube pequeno é aquele em que sócios e adeptos assobiam a equipa e insultam jogadores depois das derrotas. Ou então o clube é grande e pequenos são mesmo eles. 

SL

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