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És a nossa Fé!

O dia seguinte

A cara de Rúben Amorim na conferência de imprensa não escondia o que sentia, as palavras dele não podiam ser mais honestas, foi realmente um dos piores jogos do Sporting debaixo da sua liderança. Praticamente nada correu bem nem a sorte ajudou.

Nem o Benfica fez um grande jogo, limitou-se a fechar bem atrás e lançar os dois galgos da frente (Darwin e Everton), nem a arbitragem inclinou o relvado para o adversário. 

O Sporting perdeu completamente por culpa própria, a começar pela entrada dum Palhinha longe da rotação doutros momentos em vez dum Ugarte que está num momento extraordinário para fazer companhia a um sobre-utilizado Matheus Nunes, pela entrada também dum Pedro Gonçalves completamente fora daquilo (passou do 80 para o 8), pela completa ausência de jogo rotinado pelas alas, e pela desinspiração de quase todos nos gestos técnicos, últimos passes, centros, bolas paradas.

O golo sofrido aos 14 minutos é demonstrativo desse 80 e 8. Numa das muitas arrancadas de Porro pela direita, o passe sai disparatado, Sarabia só com asas lá chegaria, ainda faz por se esticar e tocar na canela do Vertonghen mais por frustração do que por outra coisa. O belga fica ali na ronha a cavar o amarelo, Sarabia a protestar e a equipa a dormir no pedaço. Do livre sai um lançamento de laboratório para o actual abono de família do Benfica, Neto fica a olhar para a atmosfera em vez de se preocupar com esse mesmo Darwin, Coates quando lá chega ele já passou, quando chega Adán a bola já lá mora. Há uns tempos era Coates a lançar e Pedro Gonçalves a facturar, agora é assim...

Depois há que dizer que na melhor jogada do Sporting de todo o encontro, na segunda parte, centro dum lado, centro do outro, cabeça de Sarabia ao poste, faltou a ponta de sorte que podia ter mudado o jogo. 

Vamos à razão de fundo. Perante adversários bem fechados atrás o Sporting sofre. Porque não tem rotinas de jogo bem consolidadas pelas alas (Inácio-Nuno Santos-Pedro Gonçalves, Neto-Porro-Sarabia), se calhar pelas muitas mudanças de posição duns e doutros, porque Paulinho tem dificuldades de desmarcação dentro da área. Isso normalmente é compensado pela chegada rápida em transições que abrem espaço para os criativos Sarabia e Pedro Gonçalves. Quando o adversário não se expõe no ataque, não há transições. Fica apenas um jogo posicional previsível e fácil de anular quando não existe a tal inspiração dum ou doutro. Essa inspiração não existiu. Que o diga Matheus Nunes, que se limitou a passear a bola pelo relvado.

 

Interessante também é notar que anarquia táctica dos finais de jogo que tantos pontos deu na época passada este ano está a penalizar-nos fortemente. Sai Neto fica Palhinha e depois Esgaio à direita, adianta-se Coates fica Ugarte no meio com Inácio à esquerda, e o Benfica sentencia o jogo numa arrancada pela direita, que atrai os três defesas da altura (Ugarte tinha abandonado a posição para tentar o corte e Bragança compensou com os olhos) para esse lado deixando na zona central dois (!) jogadores do Benfica completamente desmarcados frente ao pobre Adán.

Já tinha acontecido frente ao Santa Clara e ao Sporting Braga algo de parecido, e lá voaram dois pontos. E atenção que se o Benfica marca um terceiro golo perdíamos a vantagem numa hipotética igualdade pontual no final do campeonato que apesar de tudo mantivemos. Se calhar é melhor pensar que é melhor empatar que perder, e é melhor perder por um do que por dois ou três. 

Melhor em campo? Adán, o único que esteve ao seu nível.

Tudo o resto, do onze inicial e de todos os que entraram depois e que pouco ou nada adiantaram, muito abaixo do desejável.

 

Não vale a pena "bater mais no ceguinho". Quinta-feira é outro dia para chegarmos à final do Jamor e segunda-feira também para mantermos os 6 pontos de vantagem na luta pelo segundo lugar do campeonato. Rever o que correu mal e entrar com tudo para voltarmos ao nosso melhor nível.

Eu cá começava por colocar alguns, como Porro e Nuno Santos, a fazer 100 centros por dia, mas isso sou eu que não percebo nada do assunto.

 

PS: Veríssimo deu um banho táctico a Amorim? Bom, então Amorim está farto de tomar banho. Do treinador do Tondela, do treinador do B-SAD, do treinador do Moreirense, do... O Darwin é que ficava muito bem ao pé de Coates e Ugarte, lá isso era.

 

#JogoAJogo

SL

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