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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Muita coisa para dizer sobre o jogo de ontem na bela cidade de Guimarães, num calmo dia de Março que podia ter servido para muito mais não fosse a estupidez duns quantos, uns desgraçados da vida e outros que até chegaram a governantes ou a detentores de cargos importantes.

A última vez que tinha estado no estádio do Vitória de Guimarães foi em 25 de Maio de 1980. A Wiki Sporting não me deixa mentir: foi naquele jogo em que o Sporting, ganhando por 1-0 por um autogolo de Manaca completamente casual (daquilo de que me recordo mesmo por detrás daquela baliza), que nos conduziria ao título há muito esperado sob a mão do ex-capitão Fernando Mendes, seis anos depois daquele do tempo de Yazalde e Mário Lino. No fundo foram dois títulos pela mão de dois grandes jogadores e perfeitamente conhecedores do clube e do balneário.

Jornada épica no comboio Verde, com animação a cargo dos Vapores do Rego, mudança de comboio em Trofa para um de linha estreita. Recordo-me de passar a velha ponte D. Maria pernas de fora na volta, sentado na porta de entrada do vagão, a ponte a tremer de todos os lados. Muita Super Bock completamente choca a acompanhar a viagem.

 

Desta vez cheguei ao estádio para comprar bilhete e depressa percebi que bilhetes não havia para vender. O Sporting tinha ficado com uns poucos milhares para a "gaiola", o resto era para os sócios do Vitória.

Depois parece que havia uma campanha em que, gastando 15€ na Loja, se tinha direito a um bilhete de acompanhante. Com algum jeitinho lá arranjei as coordenadas do cartão de sócio da funcionária, e em troca da compra de seis garrafas dum vinho verde branco, que ainda não provei mas deve ser bom, lá tive um bilhete grátis para a Central dos Sócios, mesmo por detrás do banco do Rúben Amorim. O que foi óptimo: o carro ficou estacionado mesmo em frente da porta, o bilhete não passou no torniquete, mas depois duma conferência complicada do responsável da segurança com a central lá me deixaram entrar.

Um minuto antes do fim, perdendo eu a hipótese de ver ao vivo o golão do Edwards, lá fui andando para Lisboa, com um fogo de artifício pelo caminho nos arredores de Guimarães, chegando a casa cerca das 3h30. Depois já pude, mais tranquilamente, rever o que tinha acontecido no estádio.

 

Ou seja, num jogo com todas as condições para ter o estádio cheio de adeptos das duas cores, bilhetes não havia para vender. Os adeptos do Sporting tinham de ir para a gaiola conviver com a malta das drogas, das tochas e dos petardos, bem próximo de onde estava a jagunçada (delinquintes e marginais nas palavras dum radical do Vitória da minha zona) e cujas provocações mútuas deram origem ao bombardeio de cadeiras e depois à carga policial sobre os tais delinquintes.

Leio n´A Bola que a nova administração do Vitória se pôs ao lado dos tais delinquentes, se calhar foram eles que os elegeram. Pena ver um clube com tanta juventude e entusiasmo estar entregue a tal gente. E um editorial do lampião José Manuel Delgado, muito incomodado com a vitória do Sporting, acompanhado duma fotografia que desmente tudo aquilo que diz. Não havia mulheres, crianças e idosos naquele sector, havia apenas um bando radical para onde deve ter ido um jovem que bem perto de mim no café, fato de treino e boné do Vitória ao lado, se gabava de com dois autocarros cheios de malta deles não terem medo de ninguém.

Jovem que bebia café com um casal com criança ao lado. Não sei o que aconteceu depois do jogo, não fiquei lá para ver.

 

Muito disto deriva dum Secretário de Estado incapaz e dum presidente da Liga de Clubes que apenas quer saber de inaugurações e croquetes, tudo o resto passa-se ao lado, porque ele quer é o dele. Em vez de expurgar o lixo humano que contamina os estádios, o triste Cartão do Adepto apenas conseguiu fazer dispersar o mesmo pelas diferentes bancadas, com cada bando a procurar o melhor sítio para as suas actividades mais ou menos marginais. 

Depois isto transmite-se para o campo. O Pepa quis ser o Sérgio Conceição, mas isso é como ir ao Calor da Noite sem ter mesa marcada, é só para alguns.

Assim a sua equipa cheia de atitude foi somando amarelos por faltas que os mereceram e vendo as suas palhaçadas não surtirem o efeito devido, ainda com o agravante de serem expulsos por fazerem o que o Sérgio faz sem problema nenhum.

 

Sobre o jogo em si, foi preciso uma defesa do Sporting extraordinariamente competente para termos saído de Guimarães com os três pontos. O Sporting entrou a dominar mas inconsequente no ataque, duma bola perdida nasce um contra-ataque que o ponta de lança do Vitória aproveitou com mestria para marcar. O Sporting não se desorientou, desperdiçou oportunidades mas conseguiu ir para o intervalo empatado num penálti escusado do jogador do Vitória.

Na segunda parte o Vitória entra bem, o comando do jogo fica repartido até Amorim substituir um cansado Slimani por um fresco Pedro Gonçalves, e a partir daí só deu Sporting. O golão do Edwards apenas fez justiça ao diferencial enorme de oportunidades de ambos os lados, incluindo um penálti que ficou por marcar sobre Sarabia.

 

De qualquer forma, grande arbitragem dum árbitro que seria incapaz de fazer o mesmo se do outro lado, em vez do Vitória, estivesse o Porto.

Assim cumprimos a nossa obrigação de vencer num estádio difícil, contra uma equipa bem orientada e que contou com uns adeptos entusiastas que a poderiam ter conduzir a outro resultado.

 

#JogoAJogo

SL

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