O dia seguinte
Mais uma vitória do Sporting, num jogo que - como é norma contra as equipas treinadas por Petit -não teve nada de fácil.
Ainda mais porque o Sporting não entrou bem em nenhumas das partes, e podia aí ter tornado as coisas ainda mais difíceis. Valeu Adán na única ocasião do Boavista digna desse nome.
Mas depois disso foi sempre um jogo de sentido único: muitas oportunidades para poucos golos.
Algumas notas:
1. O Sporting está a jogar muito mais do que no ano passado. A prova disso é que, em vez de vitórias conquistadas a pulso nos últimos minutos, agora temos vitórias por mais dum golo. E se Feddal, Palhinha, Paulinho não jogam e Porro sai ao intervalo, a verdade é que ninguém sente a falta. Sem eles a equipa joga diferente - melhor ou pior, é apenas questão de gosto.
2. Além das conquistas de títulos, um bom treinador nota-se na evolução dos jogadores à sua guarda. Claro que nos casos de Pedro Gonçalves, Ugarte ou Sarabia, mais que mérito de Rúben Amorim existe o de Hugo Viana/Varandas, que os conseguiram obter, porque a qualidade estava todinha lá e ele só tinha de não estragar. Agora se falarmos em Matheus Reis, quem como eu o punha na "Escala Ilori" ao nível dum Bruno Gaspar, tipo quem o contratou devia atirar-se ao poço com uma corda ao pescoço, e que agora o vê ao nível dum Mathieu - desta vez esteve sempre a grande nível e até teve dois remates ao golo em que por azar não marcou -, só tem que dar mérito a Amorim. E Nazinho para lá caminha...
3. Com VAR marcámos três golos, foram confirmados dois. Sem VAR quem saberia o que poderia acontecer? 3-0 ou 0-0? Dependeria dos artistas de serviço e dos quinhentinhos, reais ou figurados, em jogo. Melhor assim. Pior só para quem sabemos, era o dono daquilo tudo.
4. O Ajax marcou-nos mais golos em dois jogos que todos os outros adversários juntos até agora? Deve ter sido mais ou menos isso. Muito difícil normalmente marcar golos a este Sporting, muito mais reverter o resultado nalguma partida em que o Sporting marca primeiro. Desde quando, desde que frequento Alvalade, vi uma coisa assim? Desde... Amorim.
5. Melhor em campo? Sarabia, cada vez mais ambientado. Matheus Reis logo atrás e apenas porque não marcou nas duas oportunidades que teve.
E a seguir? Esgaio, Tabata, Daniel Bragança e Tiago Tomás. Que sorveram a oportunidade que tiveram.
Amorim? Forever.
#OndeVaiUmVãoTodos
SL
