O dia seguinte
Ontem saí de Alvalade convicto de que tinha assistido a uma das melhores exibições de sempre do Sporting sob o comando de Rúben Amorim, muitos furos acima do início da época passada, mesmo considerando que o BSAD também não está como nessa altura.
Independentemente do que ganharam ou não, alguns bons treinadores passaram pelo Sporting nos últimos anos com ideias de jogo bem definidas que conduziram a equipa a momentos ou períodos de grande futebol. Mas nenhum passou por Alvalade conseguindo pôr o Sporting a jogar desta forma "avant-garde" a lembrar a Juventus de Allegri, que associa espectáculo a controlo do jogo, não dando qualquer hipótese ao adversário.
Tudo começa na segurança defensiva proporcionada por Adán e pelo tripé de defesas centrais, que não se limitam a defender, são os distribuidores de jogo da equipa. Depois um meio-campo de dois e meio, Palhinha, Matheus Nunes e Paulinho, que acelera pelo centro e solicita o ala sempre solto. E depois dois interiores sempre a trocar de posicionamentos de forma a confundir a defesa contrária e aproveitando o espaço criado pela atracção dos centrais contrários por Paulinho a chegar à posição de ponta de lança. Tudo isto com a bola a girar rápido, atraindo para atacar, com Paulinho a fazer de pivot de toda a manobra ofensiva e uma reacção pronta à perda de bola.
Futebol de nível Champions, obviamente que à dimensão dos intérpretes existentes. Apenas com o tal problema... de desperdício imenso frente à baliza. Paulinho foi mesmo confrangedor nesse aspecto, mas Pedro Gonçalves e Tiago Tomás também não fizeram melhor. Se calhar alguma maldição do Slimani...
Os destaques ontem foram Vinagre, com uma grande primeira parte, a fazer pensar que o Wolves terá os melhores defesas esquerdos da Premier League, Nuno Santos ao seu melhor nivel, Matheus Nunes (que classe em versão todo-o-terreno) e acima de todos Palhinha, que já não é o trinco defensivo: é o garante da consistência e do equilíbrio do conjunto.
Mais uma grande conferência de imprensa de Rúben Amorim explicando o porquê das entradas de Neto e Nuno Santos numa equipa que vinha de três vitórias. Diz ele que o segredo do bom ambiente existente é cada um saber que no próximo jogo pode ser titular, não existem terceiras ou quartas escolhas acomodadas nos treinos à espera de lesões ou castigos dos colegas. Por isso Tiago Tomás está a ser "Paulinizado" para em qualquer momento ser titular e Pedro Marques foi emprestado.
Segue-se o Famalicão, que foi a nossa "besta negra" do Campeonato do ano passado. Com Vinagre e Ugarte já do nosso lado, confio plenamente na vitória.
#OndeVaiUmVãoTodos
SL
