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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Para qualquer espectador descomprometido o jogo de hoje na Luz foi claramente o melhor de toda a Liga, as duas equipas estiveram sempre focadas no ataque, foram sete golos de magnífica execução, e alguns remates esbarraram ainda nos postes ou foram milagrosamente salvos pelos defensores.

Mas para um Sportinguista de sofá não deixou ser uma frustração, primeiro porque perdemos e segundo porque não vimos que fosse feito o máximo para ganhar. Claro que o Sportinguista de sofá, ou como no meu caso o Sportinguista dum café de praia algures no Algarve, não está por dentro do que foram os treinos em Alcochete nos dias seguintes à noite branca do Marquês, nem do que são as ideias sobre o mercado do Verão, e os testes que convirá fazer para se tomarem as decisões adequadas. 

Esquecendo tudo isso, se todo o percurso glorioso do Sporting esta época teve como base o reconhecimento e minimização dos seus pontos fracos, hoje na Luz o Sporting entrou em campo com um onze que dispensando Palhinha e João Mário destapou completamente uma defesa já de si amputada de Porro e Feddal. Se Matheus Nunes é um box-to-box de enorme potencial e Daniel Bragança um 10 talentoso e intuitivo, os dois no meio campo tornaram-se num enorme passador sem qualquer capacidade de controlo do jogo. Ainda por cima, quando Amorim tentou corrigir esse problema ao intervalo criou outro ao pôr Matheus a ala direito, o que já se tinha provado anteriormente ser um enorme disparate. E veio um penálti completamente dispensável, de alguém que pensa como um médio e que não percebe o local onde se encontra.

No meio deste descalabro táctico emergiram os grandes craques deste Sporting: Pedro Gonçalves, Nuno Mendes, Coates, Adán, Nuno Santos. Foram estes que conseguiram meter o Sporting no jogo, evitar uma goleada que iria deixar marcas, e quase conseguir o empate.

Não sei qual era a ideia de Rúben Amorim. Se era demonstrar que Palhinha e João Mário não podem mesmo sair, que precisamos de contratar um artilheiro que não falhe as bolas que Paulinho falha, não esquecendo tudo aquilo que ele faz de bom em benefício da equipa, e dois "carrilleros" com grande capacidade de cruzamento, então por mim está demonstrado. Escusava era de ser às custas duma derrota na Luz.

Mas que se lixe. Que esta derrota, como a do final do ano passado no mesmo sítio, seja um sinal importante para que a próxima época seja aquela que todos nós ansiamos. Todos os clubes têm derrotas aqui e ali. Os grandes clubes são aqueles em que as derrotas custam mesmo a digerir, sabem repensar-se e fazer tudo para que elas não se repitam.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

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