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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Depois de dois empates comprometedores, o Sporting venceu ontem em Faro um desafio crucial para manter o avanço na luta pelo título e, muito importante, atingir o principal objectivo da época, o acesso directo à Champions. Foi uma vitória merecida, defrontando uma equipa que deixou a pele em campo, e com uma arbitragem isenta, do melhor ao nível nacional. Foi mais vez uma vitória com cunho Alcochete, dado por Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e Daniel Bragança, estando do outro lado ainda Beto e Ryan Gauld. São 27 jogos do Sporting na 1.ª Liga sem derrotas, Rúben Amorim continua a bater records internos. Por isso, estamos todos de parabéns. Desfrutemos, mas não nos esqueçamos que ainda faltam sete finais para que o que todos queremos seja possível. 

Mais uma vez injustamente castigado, Rúben passeou-se no camarote como um leão numa jaula, impotente para ajudar da melhor forma a equipa, acossada por um Farense que entrou em campo com um pressing a todo o campo que comprometia a estratégia delineada e provocava o erro. Se a ideia de Rúben era ter com Bragança uma distribuição mais eficaz para os alas através do passe longo, e em João Mário o vagabundo provocador de desequílibrios, num 5-3-2 que apelava às combinações Paulinho e Pedro Gonçalves no ataque ao golo, o que muitas vezes teve foi um meio campo em trabalhos forçados, incapaz de estancar o jogo adversário, porque Bragança não tem físico nem intensidade defensiva, os alas viviam condicionados no avanço pelas bolas em profundidade de Ryan Gauld e companhia,  e a defesa, amputada de Feddal e Neto, era um susto a cada canto ou bola parada do Farense. No ataque João Mário tanto desequilibrava como falhava, Paulinho esquecia-se que era ponta de lança, teve de ser o do costume a pôr ordem na casa no meio de tanto desperdício. No meio daquilo tudo, Adán e Beto eram de longe os melhores em campo.

E quando Rúben tirou João Mário em vez de o devolver ao comando do meio-campo a verdade é que tudo ainda se tornou pior: foi um final de sufoco, quase um milagre sairmos de Faro com 3 pontos. Eu confesso que pelos 80 e tal minutos fui arrumar o carro, ainda me podia dar uma coisa má. Pelo menos assim não demorou muito para que aquilo terminasse. Mais logo vou ver o jogo com calma, não devo ter perdido muito.

 

Foi um jogo estranho, um jogo "de matraquilhos", se calhar divertido de ver para quem está de fora, mas quanto a mim dos piores do Sporting esta época. O Farense teve mais oportunidades ontem, incluindo aqui as três situações que poderiam ser penaltis com qualquer Godinho da praça, do que as últimas cinco ou seis equipas que defrontaram o Sporting todas juntas. Naquele descontrolo todo, o resultado final podia ter sido bem diferente, e nesse caso estaríamos aqui a dizer do piorio de tudo e todos.

Se calhar não é altura de trocar a fórmula que nos trouxe até aqui, a do controlo do jogo, da temporização, da paciência para encontrar os espaços para ganhar sem conceder facilidades ao adversário. Mesmo que alguns não gostem. Digo eu, posso estar enganado.

Mas já passou. E agora o que importa é renovar a tranquilidade, renovar a confiança, e ganhar a próxima final. Porque no esforço, dedicação e devoção desta equipa, estrutura técnica incluída, nunca houve nada a apontar. Ontem foi mais um exemplo disso.

 

PS: Ryan Gauld não tem mesmo lugar no nosso plantel para a próxima época? Que me perdoem os que lá estão, mas quem é que temos melhor no meio-campo?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

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