O dia seguinte
Afinal os resultados são o mais importante do futebol. A vitória sofrida de ontem em Alvalade significou 3 pontos na classificação, confiança dos jogadores e nas bancadas, o desarmar da enorme "mina" que estava montada na A14, uma oportunidade para reverter o ciclo negativo e chegar a 2025 no topo da Liga.
Mas os resultados não fazem esquecer as competências ou falta delas de treinador e jogadores no jogo, e muita coisa ocorreu que faz duvidar que João Pereira esteja ao nível do plantel do Sporting e dos objectivos a alcançar.
De qualquer forma ele pode capitalizar em seu proveito não só a vitória mas uns primeiros 30 minutos exemplares naquilo que tem de ser a abordagem ao jogo do Sporting em casa perante equipas inferiores. E também de ter feito isso utilizando um onze com apenas quatro ou cinco titulares indiscutíveis e dois miúdos de 17 anos da formação.
O pior do jogo foi o desempenho do tridente defensivo. No primeiro golo Quaresma mais uma vez sai "à maluca" no encalço a um adversário e perde-se na recuperação, no segundo golo mais uma vez Quaresma completamente desalinhado do eixo Debast-Catamo e a não perceber o que estava a acontecer. Poderão dizer que no primeiro Matheus Reis deixa centrar e no segundo Catamo perde na disputa aérea, mas isso tem de ser acautelado por quem está atrás.
Rúben Amorim demorou muito tempo até encontrar o melhor compromisso entre controlo do jogo e intensidade ofensiva, e muitas vezes perdeu um em benefício doutro. Mas nesta época tinha a questão resolvida. João Pereira ainda está bem atrás. Quando quer dominar sujeita-se ao contra-golpe, quando quer controlar torna-se estéril no ataque. Também se pode dizer que o desgaste da Champions se fez sentir na fase final do jogo.
Melhor em campo? Trincão pelos golos, mas Debast esteve muito bem na saída de bola no primeiro tempo, os dois míudos, Quenda e João Simões, estiveram muito bem também. Gyokeres marcou um, falhou três ou quatro, mas assistiu para o golo que decidiu o encontro.
Arbitragem? Fábio Veríssimo "superstar" com decisões muito discutíveis, mas a verdade é que os jogadores do Boavista não lhe facilitaram a vida com simulações constantes.
E agora? Seria o momento ideal para apresentar o novo treinador e devolver João Pereira à equipa B, com agradecimento pela sua competência e empenho numa missão muito difícil. Em vez de o deixar voltar às derrotas, comprometer a época do Sporting e com isso deixar de ter interesse aos olhos de muitos para treinador.
SL
