O dia seguinte
Saiu Rúben Amorim, entrou João Pereira, e a equipa jogou e ganhou como de costume. Do onze inicial, ao modelo de jogo, aos momentos e intenções das substituições, foi tudo muito Amorim, o que só demonstra que, para já, quer a gestão do processo de saída do primeiro, quer a escolha do segundo, foram decisões excelentes do nosso presidente.
Repetindo o que escrevi depois do jogo de Portimão, estes jogos da Taça de Portugal contra equipas de escalões inferiores são primeiro para ganhar e depois para alargar o plantel, dando oportunidades e minutos de jogo a jogadores menos utilizados. O Sporting ganhou tranquilamente por 6-0 e deu minutos a Fresneda, Esgaio (1 golo), Edwards (2 golos), João Simões e Arreiol. Tempo ainda para Gyökeres marcar um golo e atirar dois petardos ao poste. Enquanto isso o Amarante não teve direito a nada, nem cantos nem remates. Se em vez do Kovacevic estivesse lá eu, dava igual.
Mas se formos mais ao detalhe podemos encontrar algumas ideias novas. Mais intencionalidade atacante, com passes a rasgar em zonas interiores, centros atrasados a solicitar remates frontais, Harder a fazer bem de pivot ofensivo, digamos que até o meu vizinho da frente da bancada de Alvalade terá ficado satisfeito, ele que tanto protestava contra os vagares do futebol do Amorim.
Se as ideias são boas, temos de ver agora como resultam contra clubes de outra dimensão. Já a começar pelo Arsenal, embora seja um jogo com muito mais para ganhar do que para perder, mas muito mais pelos jogos que se seguem para a Liga.
Como sempre tenho dito, atacar depressa significa ter de defender ainda mais depressa a seguir. Controlar o jogo é fundamental, atacar sem deixar o adversário atacar. Se Rúben Amorim foi evoluindo até conseguir fazer isso, muito bem. João Pereira forçosamente evoluirá também, as coisas poderão não funcionar muito bem no curto prazo. Ganhar sem sofrer golos é óptimo.
Melhor em campo? Trincão. Como é que um jogador destes não tem minutos na selecção só o espanhol poderá explicar. Ou melhor, se calhar a explicação é simples. Inglaterra, Espanha, Arábia Saudita, o espanhol salvaguarda o seu futuro à conta dos otários, que somos nós.
Arbitragem? Impecável.
E agora? Jogo a jogo. A máquina está oleada, o maquinista não inventa, que a sorte o acompanhe e a nós também.
PS: Geovany Quenda já explodiu, João Simões e Henrique Arreiol já tiveram minutos, o Bruno Ramos e o Taibo já tiveram alguns, não tarda muito o Felicíssimo e um ou outro mais vão ter também. É a perder muitas vezes contra equipas mais velhas e a ganhar algumas que se formam os campeões.
SL
