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És a nossa Fé!

O caminho a percorrer para o crescimento do SCP

O ADN do SCP é de clube formador. A Academia deve constituir a grande aposta, mas precisa ser valorizada. Para o conseguir, há que implantar uma política desportiva sólida, que ofereça garantia de progressão nas carreiras aos formados e simultaneamente proporcione ao Sporting Clube de Portugal um fluxo de financiamento constante, obtido com a venda dos melhores activos, já que nunca lhes conseguiremos pagar um vencimento sequer aproximado, ao que conseguirão noutras paragens.

Por forma a acautelar saídas prematuras, parece-me evidente que promoções à equipa principal requerem a prévia assinatura de contrato profissional com duração entre 3 a 5 anos e blindado com cláusula de rescisão. Também são de evitar vendas precoces, por valor muito abaixo do potencial, entrando em conhecidos carroceis. Os talentos mais promissores devem ser lançados no plantel, lutar por um lugar na equipa principal, merecer oportunidades e ficarem no mínimo 2 a 3 anos entre nós. As equipas B e sub23, servem para apoiar e fazer crescer os nossos jovens, complementando situações imprevistas, às quais a equipa principal pode recorrer quando necessário.

Concretizando, vender hoje Max, E. Quaresma, G. Inácio, N. Mendes, T. Tomás ou Joelson por 10 ou 15 milhões, seria uma péssima decisão de gestão, esses jogadores devem constituir uma aposta, entrar na equipa, jogando, evoluindo. Se o fizermos e corresponderem, estarão a valorizar-se e conseguiremos no futuro obter uma verba bem superior à que será possível hoje. A não ser que algum clube queira investir no potencial e apareça disposto a pagar a cláusula, ou valor muito aproximado, qualquer jogador dos que citei deveria receber o estatuto de inegociável. Em dois anos, obtido o seu rendimento desportivo em campo e desfrutado da evolução, poderemos então obter um considerável retorno financeiro. Bem sei que o futebol não é uma ciência exacta, existem lesões, pode sempre acontecer algum caso em que o jogador não correspondeu ao que dele se esperava, teria sido mais rentável a tal venda precoce, faz parte do risco do negócio, mas na globalidade, se mantivermos uma política rigorosa, os proveitos serão muito superiores. E claro que decorrido o tempo de maturação, existirão novos talentos disponíveis para lançar, substituindo os actuais.

As idas ao mercado que terão sempre que existir, devem ser reduzidas ao indispensável e sobretudo requerem critério na escolha, colmatando lacunas e acrescentando valor ao plantel. Não podemos é ter época após época, mais de 20 excedentários, que temos dificuldade em colocar. É preferível gastar 10 ou 15 milhões num reforço com entrada directa na equipa, a 3 ou 4 jogadores, que somados os valores do passe e salários, pesam no orçamento e nos deixam com um grave problema por resolver, por vezes arrastando-se ao longo de várias épocas.

O crescimento tem que ser sustentável e não ficar sempre dependente de conjecturas favoráveis e muito menos da sorte. Se o clube seguir uma linha coerente de desenvolvimento, estará mais perto de conseguir as vitórias que todos desejamos.

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