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És a nossa Fé!

O árbitro estragou a festa

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A final da Liga dos Campeões, que ontem à noite opôs em Madrid o Liverpool ao Tottenham, foi das mais fracas que tenho visto. Numa demonstração clara de que o futebol inglês já não é o que era. Desde logo porque a esmagadora maioria dos jogadores nem são ingleses: dos 22 que iniciaram a partida, só havia seis súbditos de Sua Majestade ontem em campo, três para cada lado. E também porque um treinador inglês vai-se tornando raridade: o Liverpool é orientado pelo alemão Jürgen Klopp e o clube londrino tem como técnico o argentino Mauricio Pochettino. 

Confesso que torcia pelo Tottenham: basta ser o clube actual do nosso Eric Dier para tomar esta opção, embora Pochettino tenha deixado no banco o excelente defesa (agora mais médio defensivo) formado em Alvalade: quando entrou para render Sissoko, aos 74', já a sorte do jogo parecia quase lançada - ainda assim, correspondeu ao melhor período da sua equipa, que viria a sofrer o segundo golo em contra-corrente, aos 87', marcado por Origi. Também me pareceu demasiado tardia a entrada de Lucas Moura, um dos melhores brasileiros a actuar em Inglaterra.

Outro brasileiro, o guarda-redes Alisson, foi a figura da noite ao defender pelo menos dois disparos dos spurs que levavam selo de golo - primeiro do coreano Son, depois do dinamarquês Eriksen. Outra estrela em foco foi o holandês Virgil van Dijk, a quem o Liverpool muito deve nesta final: é talvez hoje o melhor central do mundo. Mas foi quase sempre uma partida muito táctica, em diversos momentos bastante mal disputada, com a bola sempre no ar, num desmentido vivo da festa do futebol. Uma partida em que o Tottenham teve a posse do esférico durante cerca de dois terços do tempo, o que desmente (uma vez mais) aqueles que adoram analisar os jogos apenas em função das estatísticas.

Uma festa que começou a ser estragada aos 28 segundos, quando o árbitro esloveno Damir Skomina assinalou grande penalidade contra o Tottenham por bola na mão (e não mão na bola) de Sissoko. Chamado a convertê-lo, o egípcio Salah não falhou. O destino compensou-o após a final do ano passado em que se viu forçado a abandonar mais cedo devido à lesão que lhe foi provocada pelo sarrafeiro Sergio Ramos no confronto com o Real Madrid.

Fica a lição para todos aqueles que em Portugal suspiram pela importação de árbitros estrangeiros. Como se lá fora não houvesse roubos de catedral nos campos de futebol. 

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