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Novos contratos de direitos de transmissão

Sobre os tão falados contratos de direitos televisivos deixo aqui, apenas como um verdadeiro leigo na matéria, alguns pontos que penso devem merecer alguma reflexão.

 

Duração dos contratos – É a parte que mais me choca em todos eles. Sporting, Benfica e Porto vão, novamente, ficar amarrados a um contrato de longa duração. Se há meio que está em permanente e vertiginosa evolução são precisamente as cada vez mais diversas formas de transmissão, seja informação ou entretenimento. Um contrato bom tem que o ser para ambas as partes e em todas as suas vertentes. Neste caso tenho muitas dúvidas que seja bom para os clubes. A velocidade com que têm surgido  (obrigado, @baavin) novas plataformas na comunicação não permite sequer imaginar como serão as transmissões desportivas daqui a 5 anos, quanto mais a 10.

Valores dos contratos – Apresentados pelo seu valor global, não deixam de impressionar. Pela primeira vez houve para os três grandes um colossal aumento de receitas na venda dos direitos de transmissão (televisiva e multimédia) o que, diga-se, só prova que os anteriores contratos, de longa duração, foram péssimos para os clubes. Daqui a inferirmos que estes também o vão ser daqui a uns anos é apenas uma questão de lógica.

NOS/MEO – Mais a NOS que a MEO, em virtude da primeira ter conseguido o exclusivo de Sporting e Benfica, asseguram por um longo período (entre 10 e 12 anos) os direitos de transmissão dos jogos dos três clubes, exploração e revenda dos respectivos canais televisivos e no caso do Sporting e Porto as receitas da publicidade estática nos respectivos estádios. Como disse mais acima a profusão de plataformas de transmissão pode desde logo assegurar um retorno seguro e muito apetecível às operadoras e, mesmo que estes números impressionem, sabemos que no mercado onde estão inseridos não são assim tão relevantes.

Sporting/Benfica/Porto – Parece-me que esta avalanche de milhões ficou decidida mal o Benfica assinou o seu contrato. Porto e Sporting foram “obrigados” pelas operadoras a encurtar prazos de negociação. Com valores similares para os três, as duas operadoras mostraram ao que vinham. Ficam novamente os três clubes presos a contratos de longa duração, com o péssimo que isso é neste meio, mas permitindo também dar como garantia em futuros empréstimos a obter. Nada de novo.

Liga de clubes/outros clubes – Muito se tinha falado sobre uma expectável centralização dos direitos de transmissão na Liga. Foi aliás uma das bandeiras do seu actual presidente. Resta agora uma possível centralização em versão mini, com todos os outros clubes.

A centralização era, de longe, o melhor que podia acontecer ao futebol português. Permitia o acesso de vários clubes a valores que sozinhos nunca alcançarão. O benefício para o futebol português era evidente, com equipas melhor apetrechadas, em teoria, maior disputa e melhores espectáculos. Não foi o caminho seguido, a meu ver mal, e aqui deposito todas as culpas no Benfica.  Contas por alto iremos ter 510 jogos, os dos grandes, vendidos por cerca de 1500 milhões de euros em 10 anos. Os outros 3060 jogos, onde estão também incluídos os jogos fora de Sporting, Benfica e Porto, não devem no total ultrapassar talvez os 100 milhões de euros.

O futebol português está à beira do abismo e se isto não foi um salto em frente foi pelo menos um passo na sua direcção.

Ao actual presidente da liga resta tentar a centralização desses restantes jogos e de seguida apresentar a demissão.

 

Como disse no início a minha opinião é a de um leigo a usar o senso comum. Tenho a certeza que esta versão pode ser contrariada por quem esteja dentro do meio. 

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