Nós, há dez anos
Tiago Loureiro: «Um grupo de adeptos sportinguistas realizou um documentário intitulado 'Golpe no Sporting', que pretende denúnciar alguns acontecimentos e factos obscuros do mandato de Godinho Lopes e do chamado 'roquetismo'. Todas as informações apresentadas neste documentário foram retiradas da comunicação social, actas do clube e da SAD, informações cedidas à CMVM e através de informações de empresas ligadas ao Sporting. Um documentário de visualização obrigatória!»
Eu: «Nunca gostei de hipérboles em jornalismo: julgo mesmo que são realidades incompatíveis. O jornalismo tem base factual e recorre a uma linguagem sóbria, contida. A hipérbole, pelo contrário, pertence ao reino da propaganda. E em regra, enquanto tal, só funciona distorcendo os factos - isto é, pervertendo o jornalismo. Vem isto agora a propósito da moda - que considero muito discutível - de tratar os jogadores de futebol por alcunhas nas páginas dos periódicos especializados em desporto. Sou contra este mau hábito: só os reis medievais eram conhecidos pelos cognomes, não faz sentido recuperar essa tradição na moderníssima sociedade de hoje. Mas o facto é que continuo a ler estas alcunhas hiperbólicas na nossa imprensa. Ainda há dias, uma página dedicada a Labyad num desses periódicos chamava-lhe por duas vezes "Leão do Atlas". Mas ia mais longe: Labyad era denominado "pérola" enquanto se incensava o "génio criativo" deste jovem marroquino de apenas 19 anos, marcador de dois golos em 22 jogos nesta temporada.»
