Nós, há dez anos
Diogo Agostinho: «É entrar nos mais diversos meios de comunicação e vê-los aos molhos a oferecerem-se, a darem sinal de vida. E são tantos e de renome! Como é possível? Então mas não era já um clube enterrado? Não era o cemitério?»
José Navarro de Andrade: «Segunda à noite num certo canal de televisão. Anda por lá um comentador pago para defender o Sporting (crendo que ele não está ali de borla e que é essa a sua função), é aquele que quando lhe perguntam se está a chover desembesta aos gritos “eu sou um homem honrado, ouviu?”; é esse mesmo que diz que sabe tudo mas não pode dizer nada - porquê? “Eu sou um homem honrado, ouviu?” Pois, aquele que de vez em quando abanca e comenta sem ter visto o jogo, o que está sempre a piscar o olho ao cameraman. Lembram-se? O que concorreu à presidência do Sporting e teve uma votação tipo Carmelinda Pereira. Ontem, o senhor deve ter bebido alguma coisa que lhe deu sono, ou foi dos comprimidos (devem ser para a tosse), porque quando passei pelo canal quem guerreava contra os infames penalties era o cavalheiro da voz falsete do Benfica, enquanto este que vos digo, moita carrasco – se calhar sabia coisas que não podia dizer, “muito honrado, ouviu?”»
Eu: «O homem que inventou dois penáltis contra o Sporting.»
