Nós, há dez anos
Adelino Cunha: «Quinta-feira, lá estaremos. Eu lá estarei com a mesma felicidade infantil. Nós não escolhemos ser do Sporting. Foi o Sporting que nos escolheu a nós. É uma felicidade infantil, por ser precária, por ser ilusória, por ser freudiana até, mas é a minha felicidade. Hoje, não me fodam a cabeça com o Rio Ave. Eu sou Sporting.»
Alda Telles: «Novas descobertas sobre a relação do rugido do leão com a sua efectiva potência. Não é o que ruge mais alto que necessariamente domina.»
Helena Ferro de Gouveia: «Desde que me conheço que tenho um certo jeito para arranjar lenha para me queimar. Por vezes consigo travar a tempo, mas noutros momentos, quando noto por onde me meti, já é demasiado tarde para voltar atrás. É possível que isso explique porque sou sportinguista.»
João Severino: «O que apenas me chateia na derrota com o Rio Ave é aquela falta de respeito com que as próximas equipas vão entrar em campo para jogar contra nós.»
João Távora: «Acreditem que Wolfswinkel não é o problema do Sporting. Problema é não ter concorrência.»
José de Pina: «Para poder salvar ainda esta época é preciso que comecem já a rolar cabeças no Sporting Clube de Portugal. Para mim, a primeira a rolar é a do médico que anda a receitar aquelas merdas ao Sá Pinto. Os jogadores estão a ser mal orientados e o Sá mal medicado. Há medicamentos cujos efeitos secundários provocam alterações ao nivel da consciência e da realidade. A equipa está a jogar à velocidade a que o Sá Pinto fala, devagarinho. Como se costuma dizer, a jogar à imagem do treinador. Resumindo, o problema do Sporting neste início de época parece-me ser de ordem quimico/técnica.»
