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És a nossa Fé!

Naufrágio colectivo

O jogo que há pouco terminou começou a ser perdido ontem, na conferência de imprensa de lançamento deste desafio da Liga Europa, quando Marcel Keizer disse que o Sporting «não tinha obrigação» de seguir em frente na competição. Necessitaria, para tanto, de vencer em casa o Villarreal, penúltimo classificado do campeonato espanhol, que acaba de interromper no nosso estádio um duro ciclo de dois meses sem triunfos.

Não apenas perdemos a partida. Fizemos também uma exibição medíocre, ressalvando-se dois desempenhos positivos: Coates e Bruno Fernandes, incapazes de remar contra o naufrágio colectivo. Nada que surpreenda, afinal: a equipa arrastou-se no relvado em sintonia com as palavras abúlicas e conformistas do treinador, que nos últimos sete jogos só uma vez foi capaz de conduzir o Sporting à vitória.

8 comentários

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    Anónimo 14.02.2019 22:53

    Por favor não digam mal dos meninos, nós no Sporting do Varandas não somos como outro .

    Luis Almeida


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    Pedro Correia 14.02.2019 22:55

    Ah, que saudades do outro. A brindar jogadores com ameaças de morte e tochas incendiárias. Assim conseguiu ser cinco vezes campeão. E ficar cinco vezes à frente do Benfica.
    Um gajo bestial.
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    CAL 14.02.2019 23:18

    Não sei, com franqueza, se esse terá sido o maior mal que BdC fez ao Sporting. Visível, palpável, sim. Mas o mal maior, tenho sérias dúvidas.
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    Pedro Correia 15.02.2019 09:07

    O "mal maior" foi quase tudo. Do assalto a Alcochete aos calotes. E ainda não foi tornada pública a auditoria forense.
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    CAL 15.02.2019 09:44

    O mal maior, começou - como muito bem sabe - antes disso. Desinvestiu-se na formação, o estado das instalações/equipamentos da Academia, é público, os talentos que antes captávamos facilmente começaram a dispersar, colaboradores-chave saíram da AS, desinvestiu-se no que diz respeito ao Marketing, não existia qualquer iniciativa que visasse realizar obras no Estádio (ou sequer uma programação/previsão). Assentou-se toda uma estratégia para ganhar à força, num castelo de cartas (nada havia a sustentar o investimento feito, sem resultados desportivos, ficaríamos reduzidos a enormes custos), e num discurso que faz apelo ao que de mais primitivo existe no ser-humano. Inevitavelmente, ressoa. Mas, espremido esse tal discurso (pseudo) motivador, não se vê nada. Investiu-se loucamente (em quantidade de jogadores e despesas inerentes) sem nunca lograr. Não tivesse acontecido Alcochete, não tivesse existido o descarrilamento que se sabe, e a expressão usada pelo caro jpt, 'all-in' assentava que nem uma luva ao trabalho de BdC. E com um peso na tesouraria, não comparável aos actos praticados por FV.

    O que acho mais surpreendente é justamente isto: apesar de tudo o que já se sabe, de se perceber que se andava a empurrar com a barriga, continua-se 'a preferir BdC', porque ao menos... Motivava. Não motivou, iludiu. Havia zero a dar corpo ao palavreado.

    Serve para diminuir as responsabilidades pela escolha do treinador, e jogadores comprados nesta última janela? Não. De todo. Mas enquadra. Fosse FV um grilo falante e não haveria tanta celeuma.
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    Pedro Correia 15.02.2019 23:14

    Quase ninguém "prefere" Carvalho, CAL. Esse assunto foi votado, está encerrado, não será reaberto.
    É, portanto, uma falsa questão.
    Há que olhar para a frente e deixar as viuvinhas cumprirem o luto.
    O Sporting é muito maior que a soma de algumas partes.
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    CAL 16.02.2019 16:22

    Desconsidere-se o nome, atenda-se ao estilo (sem os reconhecidos exageros).

    Aquilo a que genericamente se chama "galvanizar"/"motivar" as massas (intra balneários e nas bancadas) serviu, sim, para distrair da realidade - o do desinvestimento alargado a que já me referi -, para assobiar para o lado, serviu para ancorar toda uma realidade "apelativa" (a da vitória, do sucesso ou, se preferir, a nossa estimada Glória) a uma construção com pés de barro, disfarçando esta sua natureza. Não havia sustentáculo. Mas a experiência vivida de forma continuada, deste incitar à vitória/sucesso, deixou-nos uma necessidade - ainda mais -exacerbada de voltar a ter quem no-lo estimule, ainda que reconheçamos - já abrimos os olhos, não já!? - que a realidade, nua e crua, não é a que permitirá num breve trecho alcançar sucesso desportivo, e de fazê-lo, de uma forma consistente.

    É o que, aqui, só posso chamar "incitamento vazio", de que BdC se socorreu de forma continuada, e que nos deixou de legado (em termos de experiência vivida por todos nós), o que para mim será, de longe, a consequência mais nefasta do seu exercício de funções.

    Estou em crer que nenhum sucessor, quem quer que fosse, teria vida fácil perante a adversidade, perante resultados desportivos menos conseguidos. Justamente pelo motivo que aponto acima: parece que estamos ainda a funcionar num comprimento de onda que se ressente da falta de "incitamento". Depois do registo exacerbado do último presidente, quem o sucedesse, ficaria sempre aquém. Se perante resultados insuficientes, ficaria ainda mais aquém. Desconsidero a importância de o Presidente Varandas se mostrar (mais) presente, ou deixo de reconhecer que as suas intervenções mais recentes são infelizes? De todo. Mas mesmo tendo o que refiro em mente, uma parte do 'fervor/ferocidade' que encontro nas críticas que lhe são tecidas, radica não no "real dano" dos seus actos, mas na sucessão de vivências acumuladas que estimulam "a ilusão", sem substracto. Ou, pelo menos, em maior escala. É-nos mais fácil viver com a doçura de uma imagem positiva, ainda que só potencialmente real, do que com a dificuldade que representa trilhar o caminho das pedras (ainda que este seja o único que conduza à estrutura que permite a consistência de bons resultados).

    Não o chateio mais. Declaro apenas que não tive qualquer outro contacto com Frederico Varandas do que aquele que aqui descrevi em tempos. Mantenho igualmente a minha condição, à data: não conheço seja quem for que o conheça.
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