Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

És a nossa Fé!

Não percebo...

Saiu ontem a notícia de que António Costa e Fernando Medina integram a Comissão de Honra da recandidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do SLB (há palavras nesta frase que não ligam muito bem… ‘honra’ vis à vis algumas das outras…).

Sem dúvida que são cidadãos como todos os outros, sem dúvida que a paixão clubística a todos atinge irracionalmente, sem dúvida que é gratificante pensar que se pode contribuir para o engrandecimento do «clube do coração».

Contudo, António Costa e Fernando Medina não são cidadãos como todos os outros: são o primeiro-ministro do governo da república portuguesa e o presidente da câmara municipal mais importante do país. São também políticos de carreira longa e cimentada, pessoas inteligentes, argutas e pragmáticas, com grande «faro político».

Daí que eu não perceba…

Luís Filipe Vieira tem o nome enredado em tudo de mau que caracteriza o futebol nacional e que dele extravasa, mesmo que a instrução processual em termos de justiça se faça tardar. É certo que: nunca foi condenado por nada e deve imperar «a presunção de inocência até prova em contrário».

Mas há um dado que já não carece de prova e que é público: o senhor de bigodes que tem por hábito defender-se dizendo ser um «homem de família» (la famiglia?) é um dos grandes devedores do BES/Novo Banco (outro tema que também me agride o raciocínio), a cujo sustento «todos os contribuintes» (quer-se dizer, mais ou menos…) são chamados a prover.

Daí que eu não perceba…

Dois políticos tão experientes terão tido em conta que aceitarem ser «cabeça de cartaz» nesta corrida lhes trará mais prejuízo que benefício; não acredito que a sua perceção da realidade esteja de tal modo alienada que pensem ganhar votos e simpatia, apoiando tão denodadamente alguém que, objetivamente, é responsável por parte do malbaratamento dos recursos financeiros do país.

Esta minha certeza conduz-me a uma conclusão: parece que há mesmo, como alguns já disseram, «um estado dentro do estado», que a aranha sabe tecer pacientemente a sua teia e que o polvo (extraordinário animal, leia-se outro Vieira - o Padre) se assume como verdadeiro DDT («dono disto tudo»).

Sempre ouvi dizer que «o braço da lei é longo», porém, mais longa e bem armada se afigura ser uma rede de cumplicidades que, como a rede dos esgotos ou dos serviços de telecomunicações (isto também me lembra qualquer coisa...), vai erodindo subterraneamente o chão (e não apenas o relvado) que pisamos.

É verdade: não percebo… Não será exatamente por falta de discernimento, talvez até «antes pelo contrário» (hoje rendi-me ao lugar-comum…).

Apetece-me replicar um anúncio publicitário já antigo (nem me lembro a quê): «Expliquem-me como se eu fosse muito burra!...».

37 comentários

Comentar post

Pág. 1/3

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D