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És a nossa Fé!

Nani no jogo que eu vi

Há coisas que tenho dificuldade em entender na imprensa desportiva. Uma delas é a das classificações atribuídas aos jogadores após cada desafio. Fico muitas vezes com a sensação de que vimos jogos totalmente diferentes.

Voltou a acontecer-me esta segunda-feira ao pegar no Record. Nani é ali brindado, na página 6, com nota 1 - a mesma que foi atribuída a Carlos Mané («quase não se deu por ele»), Tanaka («não teve bola para tentar o que quer que fosse») e André Martins («refrescou o meio-campo»).

Mal queria acreditar. Nani com nota igual a André Martins e inferior a Slimani, que mereceu um 2 por «ter dado trabalho aos centrais»?

 

Luís Avelãs - um jornalista por quem tenho consideração - foi o responsável pelas notas, justificando assim a de Nani: «Ainda menos em jogo que Carrillo [nota 2]. Aliás, por vezes, até deu a sensação que não estava nos Barreiros. Teve um outro pormenor, mas passou ao lado da partida.»

Como é possível escrever isto se Nani foi responsável directo pelo melhor lance do jogo - precisamente aquele que viria a decidir o desfecho da partida?

E como é possível escrever - como escreveu o editor-chefe José Ribeiro na crónica do jogo publicada na página 4, também do Record de ontem - que o Sporting «não contou com Nani, a fazer talvez a exibição mais fraca desde o regresso ao clube»?

 

Nani2[1].jpg

 

Consolidei a minha impressão inicial: teremos visto jogos diferentes.

No jogo que eu vi, partiu dos pés de Nani - da arte incomparável de Nani - a simulação perfeitamente temporizada que desposicionou a defesa anfitriã e o passe milimétrico para a grande área, onde Jefferson recebeu a bola e viria a ser carregado em falta, originando o penálti convertido por Adrien.

Bastaria este lance - excepção numa partida insípida e lenta - para que Nani merecesse melhor classificação, como aliás logo salientei aqui.

 

Estaria eu equivocado?

Talvez não, como verifiquei na página 7 da mesmíssima edição do Record. Na sua excelente rubrica "Visto à lupa", Rui Malheiro analisa o jogo ao pormenor.

Passo a transcrever, com a devida vénia, as linhas que dedicou a Nani. Os sublinhados a negro são da minha responsabilidade. 

 

«Capaz de sair a jogar com qualidade, o Sporting soube explorar os corredores laterais, através de Nani, Carrillo e Jefferson, sempre solícito a buscar a profundidade, como também o corredor central, onde Nani, extremamente incisivo a procurar o espaço interior e a proporcionar passes de ruptura, e João Mário, superlativo a pressionar, recuperar, conduzir, constuir e romper, mas a quem faltou uma melhor tomada de decisão em zona de definição, fizeram a diferença.»

«Um livre no corredor central, apontado por Nani, está na origem do penálti que define a vitória do Sporting. O internacional português, perante a passividade do adversário, apesar de ter oito jogadores num espaço muito curto à entrada da área, soltou um brilhante passe de ruptura que descobriu a desmarcação de Jefferson nas costas de João Diogo e Marega.»

 

Este foi o jogo que eu vi.

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