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És a nossa Fé!

Muita tremideira contra a equipa mais fraca

Sporting, 3 - Boavista, 2

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Trincão ouviu merecidos aplausos em Alvalade: ao bisar, garantiu três pontos ao Sporting

Foto: José Sena Goulão / Lusa

 

Este Boavista que nos visitou há três dias nem devia estar a competir no campeonato nacional. Clube falido, penhorado, proibido de fazer contratações, quase só pode recorrer a miúdos da formação. É a equipa mais fraca da Liga.

Mesmo assim fez tremer o Sporting. Em nossa casa. Ao intervalo, havia empate: 1-1.

Tal como a alegada equipa técnica, sempre a tremer no banco. De olhos tristes a contemplar a pantalha. À espera que os minutos se escoassem e a vantagem que tivemos duas vezes e duas vezes desperdiçámos aguentasse até ao apito final. E aguentou. Mas com imensos calafrios no relvado e enorme intranquilidade na bancada, onde se sentavam 34 mil adeptos.

A partida terminou com o Boavista a pressionar mais para chegar ao 3-3 do que o Sporting para ampliar a magra vantagem. 

Enquanto João Pereira, sentado no banco por imperativo regulamentar, mantinha o olhar temeroso que já lhe conhecemos. Mesmo podendo respirar fundo por ter evitado sofrer a quinta derrota consecutiva - algo jamais ocorrido na história do nosso clube.

 

A turma axadrezada foi a Alvalade fazer os seus dois primeiros golos de bola corrida da temporada. Perante uma defesa de papel onde Debast teve actuação calamitosa e o tenrinho Israel mais parecia o Zé Frango.

Passividade total do reduto recuado. Que nas mais recentes três jornadas da Liga sofreu cinco golos - tantos como nas onze rondas iniciais, sob o comando de Ruben Amorim.

No primeiro, dois boavisteiros resolveram tudo sem qualquer pressão nossa. Matheus Reis abriu a porta e fez vénia à esquerda; Debast marcava com os olhos, ficando nas covas.

No segundo, falha colectiva: o Sporting parecia turma dos campeonatos distritais. Geny falhou a abordagem junto à linha direita, Quaresma mediu mal o tempo de intervenção, Debast manteve-se incapaz de controlar o espaço. O pior foi Israel. Inseguro, recebeu o remate de Bruno, colocado mas não muito forte, com a bola encaminhada na sua direcção: estendeu as mãos, mas deixou-a escapar, saltitando para o fundo das redes.

Candidato a Frango do Mês. Por demérito próprio.

 

Felizmente os nossos avançados estiveram em melhor nível.

Geny pressionando pela direita, forçando os duelos individuais que foi ganhando. Maxi Araújo objectivo nas suas intervenções pelo flanco esquerdo. Procuraram ambos servir Gyökeres, mas o sueco só acertou uma vez, aproveitando brinde defensivo do Boavista. Falhou três golos cantados, algo absolutamente anormal nele.

Melhor esteve Trincão, que não fazia o gosto ao pé desde Setembro. Marcou não um, mas dois. E desatou o nó. Oportuno no primeiro, virtuoso no segundo. Sem ele, a vitória teria sido empate.

 

Dizem que João Pereira estava a ser "trabalhado" desde o final da época passada para suceder a Amorim.

Mas que "trabalho" é este se o técnico se tem revelado um zero em comunicação, garantiu ser incapaz de «replicar» o antecessor (algo que facilmente se confirma em campo) e repôs a famigerada cultura da derrota no SCP com a frase-chave «temos de levantar a cabeça»?

Sinto que nos venderam gato por lebre.

E continuo sem compreender como é que um técnico da terceira divisão, sem nunca ter feito um minuto como treinador da Liga 1, foi convidado para substituir Amorim. Também inexplicável foi ele aceitar este encargo para o qual não estava preparado. Tinha obrigação de saber isto muito bem.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel (3) - Mostrou-se sempre intranquilo. Péssima intervenção entre os postes, permitindo o segundo golo, perfeitamente defensável.

Eduardo Quaresma (5) - Missão de sacrifício após ter aberto o sobrolho no jogo anterior. Actuou condicionado, mas sem virar a cara à luta.

Debast (4) - Central ao meio, nada habitual. Chumbou no teste. Tem responsabilidade nos dois golos sofridos. Melhor com bola do que sem ela.

Matheus Reis (4) - Incapaz de travar Salvador Agra, que teve todo o tempo para cruzar, assistindo no primeiro do Boavista. Viu um amarelo disparatado aos 39'.

Geny (6) - Foi remando contra a maré com bons cruzamentos (5', 8', 17') a partir da direita, onde joga melhor. Falhou intercepção inicial no primeiro do Boavista.

Morten (6) - O mais pendular dos nossos jogadores. Combinou bem com João Simões. É uma das raras vozes de comando em campo.

João Simões (6) - No segundo jogo a titular, consolida imagem positiva. Serviu bem Gyökeres aos 31' e rematou ele próprio com perigo aos 33'. 

Maxi Araújo (6) - Melhor a atacar do que a defender. Momento alto: o soberbo passe para o golo inicial de Trincão. A sua primeira assistência no Sporting.

Trincão (7) - Melhor em campo. Marcou dois (49' e 66') e já tinha oferecido outro a Gyökeres (15'), infelizmente desperdiçado.

Quenda (6) - Voltou a ser interior esquerdo, posição que não lhe é familiar. Mesmo assim isolou muito bem Geny (16') e iniciou o terceiro golo.

Gyökeres (6) - Golo fácil, após oferta (23'). Assistiu no terceiro. Podia ter feito muito melhor aos 8', 15' e 31'. Quase marcou de livre aos 62'.

Harder (4) - Substituiu Geny aos 67'. Actuou bastante encostado à linha, onde acaba por ser desperdiçado. Não é ali que mais rende.

Diomande (5) - Substituiu Eduardo Quaresma aos 72'. Tentou transmitir serenidade à linha defensiva quando o jogo já estava partido.

Arreiol (-) - Entrou aos 80', substituindo João Simões. Duas recuperações: pouco mais fez.

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