Nos estatutos deveria constar que, respeitando a autonomia, a Direcção do Clube tivesse poder de veto sobre qualquer decisão das claques (grupos organizados de adeptos) oficialmente reconhecidos. As claques servem tão só para aquilo que o dicionário define como sendo sua função “grupo de indivíduos encarregados de aplaudirem uma equipa”, não servem para mais nada, pois mais nada está nas suas funções. Em tempos, as claques do Sporting – nomeadamente a Juve Leo – eram reconhecidas por o fazerem bem:
As claques do Sporting: as melhores do Mundo, elogiadas por todos menos por meia dúzia de croquettes e chamuças. https://bancada.pt/futebol/portugal/ingleses-impressionados-com-adeptos-do-sporting-de-outro-nivel Pode ver aqui uma pequena amostra, já na triste era varandina, para de uma vez por todas acabar com as mentiras. Apoiam-se as equipas não direções que lesam intencionalmente o clube. https://www.youtube.com/watch?v=Nt91NuK7VUE
Concordo que se apoiem as equipas, sempre! Não de vez em quando, todos nos recordamos do episódio tochas/Rui Patrício. Uma vergonha! Apoiar sempre a equipa, essa é a função das claques. Sobre as direcções, boas ou más, isso é decisão dos sócios, somente deles!
As tochas não foram para o Rui Patrício. E muito menos a mando de alguém! Deixe de repetir mentiras que os lampiões passam pelos cartilheiros. Pelos mesmos que agora dizem que atirar pedras vê-se em todo o mundo, até por divertimento! Aprenda a pensar por si, que já deve ter idade! Repito, as claques apoiam as equipas, não direções que lesam intencionalmente o clube como a atual.
Eu não disse que foi a mando de alguém, digo sim que foram contra o Rui Patrício, o meu amigo diz que não porventura terá sido, somente, um triste espectáculo pirotécnico. Felizmente está documentado: https://www.youtube.com/watch?v=dj0FvYvJjwE
É isso, um espetáculo pirotécnico como muitos outros que aconteceram no início de derbies e clássicos neste e em milhões de outros estádios! Pode gostar ou não ou aprovar ou não, mas pessoalmente contra o Rui Patrício não foi.
Então o meu amigo dá-me razão, pois se foi um espectáculo pirotécnico terá sido uma iniciativa organizada pela claque em questão, mesmo sabendo que a mesma seria danosa para o clube, em termos legais e desportivos. Se os estatutos do Sporting contemplassem o direito de veto do clube sobre as iniciativas das claques, este triste espectáculo nunca seria permitido pela direcção da altura, por ser, obviamente, contra a organização da mesma.
Não, meu amigo, não lhe dou razão, não foi organizada contra o Rui Patrício. E sim, todo o arremesso é punido pela Liga. Todas as multas provocadas pelas claques eram imputadas pela então direção à claque em causa. Como essa infração. Depois veio esta direção e perdoou a dívida toda, ou quase, meio milhão. Coisa pouca para quem queria comprar as claques como quem compra certos jornalixos.
E se a direcção da altura tivesse o poder de veto sobre as iniciativas das calques, este triste espectáculo em concreto ter-se-ia realizado? Obviamente que não! A direcção teria vetado.
Em que mundo vive? Adianta muito ter veto depois do ato consumado. A polícia e outras forças de segurança têm poder de veto, e não é por isso que diariamente deixa de haver crimes e roubos e outras afrontas à lei estabelecida.
Não consigo perceber o post…. o Sporting que não apoia a claque, quer ter poder de veto sobre as claques?!?….. isto é uma contradição total, porque o apoio a uma claque é precisamente um acordo entre as partes, onde ai sim se pode acordar este tipo de vetos. Sem acordo entre as partes, e sendo a JuveLeo uma claque legal segundo a lei portuguesa, em que sentido é que pode obrigar o que quer que seja? Existe uma forma de pensar nalguns sportinguistas em que determina que uma pessoa por pertencer a uma claque é um individuo sem direitos….. dizem que as claques só servem para apoiar, e que o papel dessas claques deveria ser o igual ao papel da Mocidade Portuguesa no Estado Novo, na prática serviriam apenas para a promoção do presidente vigente. No fundo acham que vivem numa ditadura onde podem impor apoios ao Varandas por decreto ou por veto….. chame-se claque, núcleos, sócios, adeptos, a realidade é esta, nada pode impedir a contestação ao Varandas, é um direito democrático e toda a gente que pague o seu bilhete pode ir lá criticar…. a não ser que o Sporting seja uma ditadura!
Se não consegue perceber o post, recomendo, novamente, a sua leitura.
O meu amigo acha que um membro de uma qualquer claque de um clube possa ter mais direitos que os sócios desse clube? Não, na minha opinião.
Um claque deve servir para o propósito único para que foram criadas: apoiar o clube, com toda a liberdade criativa e autonomia de decisões. Porém, sempre em articulação com o clube e jamais contra ele. Nesse sentido defendo que qualquer direcção - tão pouco me refiro a esta - terá, obrigatoriamente, que ter poder de veto sobre as claques. Estando uma claque vinculada a um qualquer clube, esse clube pode sofrer sanções legais / desportivas por via das acções nefastas dessa mesma claque.
Nunca defendi mais direitos para ninguém…… o que eu acho é que se coloca esta questão de um prisma errado….. a minha forma de ver é só uma, existe legislação sobre claques e o Sporting não pode vetar nada sem o acordo da claque. Chama-se legislação e a JuveLeo cumpre a lei, portanto nada há a vetar!
O papel que você diz ser o da claque, é um papel menor que não concordo…. por exemplo na Alemanha vemos as claques a fazerem manifestações contra jogos à 2ª feira, contra preço elevado dos bilhetes, etc.…. Cabe ao actual presidente do Sporting motivar os sportinguistas e não chamar-lhes de escumalha, para que esses sportinguistas deixem de criticar, respeito vindo de cima é o primeiro caminho. Quanto mais purgas ou vetos houver, mais força terá a oposição… eu sou sócio do Sporting, e não aceito que me digam que não posso criticar e quanto mais me tentam silenciar, mais eu tenho de gritar, é assim que funciona o ser humano. O que eu gostaria de ouvir é os sportinguistas a pedirem que todos sejamos ouvidos democraticamente, só assim atingimos a paz, com respeito pela opinião de todos, claques ou croquetes.
Mas eu defendo isso mesmo que diz: um papel menor (ou não, depende da perspectiva) das claques: o apoio constante às equipas, nas diversas modalidades, do clube.
Enquanto sócio, enquanto adepto, obviamente, que o meu amigo tem toda a liberdade de criticar, ou elogiar, a direcção que no momento estiver nos destinos do clube, isso não se discute. A liberdade de expressão é um direito constitucional que se sobrepõe a quaisquer estatutos, seja de que clube for.
Uma claque, enquanto grupo organizado, não se deve meter nos assuntos dos clube, essa não é a sua função, jamais uma claque deve ser um contra-poder no clube - isso seria roubar o clube aos seus verdadeiros donos: os sócios.
Em Portugal, defender a existência de claques é defender a existência de grupos criminais organizados, porque se trata de uma consequência inevitável.
1. Uma claque é, por definição, uma entidade organizada com uma cultura própria, e valores diferentes dos que defende o clube.
2. A partir do momento em que se apoia um "clube dentro do clube", abre-se a porta a que esse novo clube se organize de forma a gerar receitas próprias. Merchandising, bilhetes, viagens, apoio do clube, etc. Toda esta organização implica a movimentação de dinheiro.
3. Se estiver em causa uma pequena claque, há naturalmente pouco dinheiro a circular, mas num clube grande como é o Sporting vai sempre aparecer pelo menos uma grande claque, com milhares de "adeptos de claque".
4. Uma claque também implica uma liderança. Tratando-se de um grupo que vive essencialmente de homens jovens até aos 30 anos, e onde a cultura de ódio é alimentada diariamente, é relativamente fácil para criminosos chegarem ao topo da hierarquia utilizando para proveito próprio a cultura de violência que reina nas claques.
Por tudo isto, não é possível reformar as claques, não é possível ter claques "boas", porque vão sempre degenerar seja devido ao dinheiro ou à cultura de ódio dos ultras.
A solução é banir as claques do estádio. A partir daí os grupos de adeptos são livres de se organizar para apoiar de forma mais ou menos organizada, mas inserido nos adeptos em geral, e sem uma "marca".
Obrigado pelo seu comentário. Revejo-me na quase totalidade do que escreve, porém, numa perspetiva rosseauniana, ainda acredito em claques boas, nas quais o clube, obrigatoriamente, teria que ter poder de veto sobre as suas decisões.
De, João Nunes. 24 /06 /2020 Caro Fernandes, estou de acordo quanto afirma que as claques deviam acabar. Ao longo dos anos têm servido para provocar prejuízos aos clubes, com multas atrás de multas, e ao mesmo tempo querem viver à conta dos clubes, Façam o mesmo que fez a Juventos de Itália. Cortou todos os apoios e ao mesmo tempo entregou o caso à unidade contra a violência e terrorismo. Os diretores eram alvo de ameaças e tentativas de agressão assim como adeptos. Todos os chefes de claques foram presos, coisa pouca foram só 14, De seguida foram mais 80.Real Madrid, Atlético de Madrid. Nápoles, Lázio, Marcelha, Nantes Bayern de Munique, vão seguir o mesmo caminho. Em Inglaterra os estádios estão cheios e os clubes para terem apoio não precisam de claques. Acabar em definitivo com as claques. Governo e autoridades resolvam o problema rapidamente. Os clubes não podem de maneira nenhuma estar reféns de gangs de arruaceiros, ordinários, delinquentes, marginais, cadastrados. Para ficar registado 26 marginais, selvagens, do ataque à Academia expulsos de sócio, O Sporting como grande instituição centenária, não precisa de parasitas, muito menos a sociedade. Saúde que é bem necessária. SL