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És a nossa Fé!

Melhor exibição e maior vitória até agora

Sporting, 3 - Moreirense, 0

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Gyökeres: mais um golo (e vão três) e uma assistência para Morten. Nenhuma dúvida: é craque

Foto: Rodrigo Antunes / Lusa

 

Valeu a pena este compasso de espera, imposto no calendário futebolístico pelos jogos das selecções. No Sporting houve vários ausentes - desde logo Gonçalo, na selecção nacional. Mas também Gyökeres pela Suécia, Morten pela Dinamarca, Morita pelo Japão, Diomande pela Costa do Marfim e até Geny por Moçambique.

Certamente não por acaso, todos estes jogadores surgiram em campo com grande frescura mental, disponibilidade táctica e robustez física. Fundamentais naquele que foi até ao momento o nosso melhor desafio da Liga 2023/2024 e na construção da mais dilatada vitória que registámos igualmente até agora nesta prova.

Certamente não por acaso, três deles revelaram veia goleadora nesta recepção ao Moreirense, que ocupava o 12.º lugar da tabela classificativa antes da deslocação a Alvalade. Morten estreou-se a marcar com um disparo fortíssimo de meia-distância (55'). Gyökeres confirmou vocação para artilheiro ao fuzilar de cabeça a baliza forasteira (61'). Diomande, também de cabeça, selou a contagem no último suspiro do desafio (90'+6), concluindo da melhor maneira um canto... marcado por Geny.

Não há coincidências.

 

Custa-me entender por que motivo alguns adeptos do Sporting resmungam sempre contra os jogos das selecções. Representar os países de origem é um factor de motivação adicional para qualquer profissional de futebol que não opte pela "deserção", imitando os maus exemplos de Rafa e João Mário.

Eu gosto muito do meu clube. E também gosto muito das selecções do meu país - não apenas da selecção A. Nada disto é incompatível.

Por isso aplaudi o seleccionador Roberto Martínez ao convocar Gonçalo Inácio como titular contra o Luxemburgo. Foi recompensado: impecável a defender, o nosso esquerdino brilhou também como goleador, bisando contra o onze do grão-ducado. É fácil prever que agarrou a titularidade na equipa das quinas.

 

Voltando ao Moreirense-Sporting. Desde logo, há que sublinhar isto: a turma visitante deu-nos muito trabalho na primeira parte, que terminou empatada a zero.

Os minhotos actuaram com as linhas muito avançadas, travando a nossa progressão sobretudo nos corredores laterais. E até causaram perigo num par de oportunidades. Mas a partir da meia-hora começaram a acusar o esforço físico, o que os levou a recuar e gerou alguma desorganização da equipa.

Nós aproveitámos. Poderíamos até ter marcado mais cedo. Logo aos 14', quando Morita atirou ao ferro após cobrança de livre lateral. Depois Morten disparou ao mesmo poste (29'). Esgaio, numa emenda quase perfeita a um passe cruzado do médio japonês, introduziu a bola na baliza (31'). Mas o VAR invalidou por suposta "deslocação" de 5 centímetros! Já escrevi e repito: decisões destas são um atentado ao futebol sem prestarem o menor serviço à verdade desportiva. 

 

Após o  intervalo, fomos para cima deles - com alegria, desenvoltura, velocidade, abertura constante de linhas de passe, progressão com bola. Num sufoco que se traduziu nos golos. Que poderiam ter sido ainda mais. Paulinho (que só entrou aos 75') cabeceou à trave (79'), confirmando o velho ditado: não há duas sem três.

Rúben Amorim gostava do que ia vendo. Os mais de 36 mil espectadores no estádio também. As substituições desta vez não prejudicaram o nosso fio de jogo. E foi possível até haver poupanças pontuais com vista ao desafio de quinta-feira na Áustria para a Liga Europa. Havendo ainda tempo para o tal golo mesmo no último suspiro do desafio. Golo de estreia de Diomande nesta temporada. Já Morten também se estreara como artilheiro de Leão ao peito.

Esta vontade, esta energia, esta capacidade de entrega à luta até ao apito final caracteriza as equipas com aspirações ao título. É o que vemos e sentimos neste Sporting 2023/2024. Para alegria de todos nós.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Saiu em falso num lance que poderia ter gerado um golo totalmente imerecido para o Moreirense (51'). Antes, havia visto a bola embater no poste (6'). Parece longe da melhor forma.

Diomande - Impecável a defender, útil na construção de jogo, irrepreensível no passe. E agora até goleador de mérito. Foi ele a marcar o terceiro, justa recompensa para uma óptima exibição.

Coates - O patrão Coates está de volta. Comandou com pé seguro o trio defensivo. Fez cortes providenciais (33', 64', 90'+3) e ainda tentou o golo de cabeça (85', 90+4), desta vez sem êxito.

Gonçalo Inácio - O jogador leonino com maior acerto no passe, segundo rezam as estatísticas. Cometeu apenas um deslize, logo aos 6', mas foi melhorando sempre. Merece nota elevada.

Esgaio - Seguro, disciplinado. Muito útil. Dono absoluto do corredor direito, ainda marcou um golo que devia ter sido validado. Saiu muito desgastado, mas com a certeza do dever cumprido.

Morten - Boa leitura de jogo, eficaz nas recuperações. Anda de pé quente, como mostrou duas vezes, com fortes disparos. Na primeira, acertou no poste. Na segunda foi lá para dentro.

Morita - Eficaz parceria com Morten: parece que actuam juntos há anos. Enquanto o colega joga de frente para a baliza, o japonês cobre todo o meio-campo, ligando ao ataque. Grande exibição.

Nuno Santos - Ninguém cruzou tanto e tão bem como ele. Um desses cruzamentos resultou em assistência para o segundo golo. Quase marcou, num disparo aos 42'. Está em grande forma.

Pedro Gonçalves - Foi útil, sobretudo, a abrir espaços para os colegas. Mas teve uma exibição demasiado apagada e revelou-se algo displicente no capítulo do passe. Dele exige-se mais.

Edwards - O mais fraco do onze titular. Funcionou como elemento dissonante, parecendo sempre algo desligado da equipa. Sem fazer a diferença nos lances individuais. Facilmente desarmado.

Gyökeres - Um poço de energia. Segunda parte sempre em crescendo. Assistiu no primeiro golo, marcou o segundo e nunca deixou de disputar a bola. Com força e técnica. Melhor em campo.

Paulinho - Fora do onze titular, substituiu Edwards aos 75'. Já a equipa estava com a vitória garantida e o Moreirense mantinha-se acantonado. Ainda teve tempo de cabecear à barra.

Matheus Reis - Substituiu Nuno Santos (75'). Protagonizou lance de cinco estrelas quatro minutos depois ao ir à linha final e centrar a meia altura para Paulinho. Assistência para um quase-golo.

Geny - Entrou aos 60', rendendo Esgaio. Actuando como extremo, num momento em que a turma minhota já quase não saía, venceu vários duelos. É dele o pontapé de canto que gerou o golo 3.

Daniel Bragança - Substituiu Morten aos 82'. Não deu nas vistas nem isso já era necessário.

Trincão - Entrou aos 82', substituindo Pedro Gonçalves. Sem nada de especial a registar.

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