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És a nossa Fé!

Má fortuna e erros meus

O Beautiful Game tem um problema, desde sempre, um único e insuperável problema: a excessiva latitude que confere à intervenção da autoridade arbitral - ou seja, o facto de permitir à “terceira equipa” que decida qual das outras vai vencer. Trocou a justiça pela segurança, talvez porque a alternativa seriam discussões infindáveis – ou a hipótese de uma troca de estalos em pleno campo de jogo. Em qualquer caso, numa corrida é fácil estabelecer quem chega em primeiro ou em último, e no basquetebol, por exemplo, em que entram cem cestos num jogo, errar num ponto ou noutro não faz uma diferença enorme. Mas no futebol faz, porque se marca pouco: e um penálti desculpado ou mal assinalado, tal como (pior ainda) um golo mal validado ou mal anulado, muda tudo. Basta lembrar que já houve campeões do mundo que, para o serem, na final, marcaram golos que não passaram a linha de baliza – ou ganharam 1-0 com um penálti da treta (para não falar de muitas e muitas mais histórias iguais). As regras são mesmo assim: e, se não gostamos delas, devemos dedicar-nos ao hóquei em patins.

Dito isto, na lógica do Association, há uma espécie de “mão invisível” que é suposta dividir o mal pelas aldeias, e aconselha sensatez à malta: hoje lixo-me eu, amanhã lixas-te tu – e nenhuma grande equipa deixou à la longue de o ser por causa das arbitragens. A menos que se acredite na teoria da grande conspiração universal, reunindo no seu sinédrio Vitor Pereira, a mando do "sistema", e a UEFA, a soldo dos petro-rublos da oligarquia putinista, haverá que concluir, como o poeta, que além da má-fortuna (e das pontuais habilidades), houve também erros meus, ou seja, que o SCP se pôs a jeito para muito do que lhe aconteceu nas últimas semanas.

Não tenho absolutamente nada contra JJ: acho-o o melhor treinador português em Portugal, no técnico-táctico; como comandante de equipa, não sei o que disse no baneário no intervalo do jogo de Moscovo, mas sei que o que se passou a seguir repetiu aquilo que vira nos jogos anteriores desta época – com a diferença de que aqui se tratava de um jogo de taça, e não de campeonato, e estavam 14 milhões em disputa (ou a diferença entre isso e o prémio de participação na Liga Europa).

O Sporting joga bonito a espaços; constrói bem, falha muito, mas chega a marcar; mas nunca aguenta, decresce sempre, não sabe segurar. É verdade que estamos no princípio da época em Portugal, e na Rússia não; mas há ali um problema de atitude, de “mental”, que quarta-feira passada nós tivémos e os outros não.

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