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És a nossa Fé!

Lógico, justo e lisonjeiro (?)

E-mails, toupeiras, vouchers e outras anomalias ao bom funcionamento do campeonato à parte, que estou em crer as autoridades de investigação levarão a tribunal em processos com pernas para andar, este terceiro lugar em que terminou o Sporting, atentas todas as exibições e a falta de entrega ao jogo demonstradas ao longo da época, acaba por ser lógico, justo e até lisonjeiro, já que o quarto classificado, por muito que alguns de nós não gostemos do presidente e do treinador, foi claramente superior a nós, praticando melhor futebol e apresentando até melhores números. Não tivesse perdido em Vila do Conde o último jogo e teria chegado a terceiro, trocando de posição connosco, utilizando até alguns jogadores que "não serviam" para nós. Curioso...

É verdade que falta ainda a final da taça, mas como já alguns meus colegas aqui do blog disseram, vencer ou não essa final, não acrescenta nada à época desastrosa que acabámos de vivenciar.

Já o escrevi imensas vezes: Sendo que quem ganha campeonatos é quem chega ao final com mais pontos, privilegio o resultado em detrimento da exibição. No entanto há uma verdade insofismável, quando se joga bem, há maiores probabilidades de se chegar ao fim dos jogos vencedor. E salvo raras excepções em que até jogou bem, como nos jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões, onde o Sporting só perdeu por pormenores (auto-golos e outros azares passíveis de acontecer num jogo de futebol), tendo feito a sua obrigação e indo um pouco mais além; Até com o finalista da Liga Europa, Atlético de Madrid, não fora os erros infantis e teríamos provavelmente ido disputar a meia final com o Arsenal. De resto o futebol do Sporting foi pastelento, arrastado, sonolento até; Um deserto de ideias e de fio de jogo, conseguindo-se, aos repelões, ir acompanhando os piores Benfica e Porto dos últimos anos. É certo que o segundo lugar, depois de perdermos a hipótese de chegar ao primeiro, foi perdido em Braga, em mais uma péssima exibição e consequência de mais um banho táctico dado por Abel a Jesus, que logo aí deitou a toalha ao chão. Mas como o Benfica não joga, tal como nós, um caracol, deixou-se surpreender em casa por uma equipa daquelas que é para descer e perdeu com o Porto, também em casa. Ficámos, sem saber ler nem escrever, em condições de conseguir o segundo lugar, que nos daria o acesso à LC e evitaria a venda obrigatória de um jogador ( e nos lavaria a alma, na medida do possível). Ora o treinador deu-nos logo a perspectiva ambiciosa para este assunto: Empatamos em casa a zero e está no papo. E empatámos! Empatámos tanto que até deu sono e nem a extemporânea, escusada e inenarrável entrevista feita publicar pelo presidente no dia anterior ao jogo da época, no Funchal, os fez acordar daquele imenso torpor. Eu estava a acompanhar aquilo no portátil na tv do Inácio e a determinada altura até a emissão começou, acompanhando o ritmo do nosso jogo, a empastelar, de tal modo que tive que mudar para o telefone, que até nem tem delay e tem a particularidade de, se a imagem por qualquer circunstância parar, logo que retoma a emissão a rapaziada evoluir em fast forword, que foram as situações em que os nossos correram algo de jeito.

A questão essencial é esta: Mereceu o Sporting ocupar o segundo lugar? Claramente, não! E não foi ontem que perdemos o segundo lugar (e o primeiro que era o que todos queríamos), começámos a perdê-lo com o desterro de alguns dos nossos jovens da cantera em detrimento de alguns paus de sebo que nada vieram acrescentar ao jogo da equipa. E aqui, meus caros, só há um culpado, Jorge Jesus. Bom, há outro culpado: Quem o contratou e que lhe prolongou o contrato até, mas esse não joga, nem escala a equipa, nem dá a táctica, apesar de ter carteira de treinador e deu ao primeiro tudo o que aquele lhe pediu. Bom, não tudo, que alguns "vieram porque não conseguimos contratar melhores". Como incentivo não está mau!

É verdade incontroversa que o Sporting não jogou a ponta de um corno na maior parte dos jogos e isso não pode ser apontado só aos jogadores. É verdade que não é o treinador que falha golos de baliza aberta, ou que marca auto-golos, ou que até, aqui ou ali, dá um frango, mas é ao treinador que cabe retirar o que de melhor têm os jogadores e moldar o seu jogo às suas melhores características. Ora o que se tem visto nestes últimos três anos (bom, no primeiro a coisa estava mecanizada e ele não conseguiu estragar) é o treinador a querer fabricar jogadores para posições para as quais não têm claramente jeito ou aptidão, amarrando-os a um sistema táctico que lhes corta toda a sua natureza e instinto. Ontem, por exemplo, há uma jogada clara que demonstra isto mesmo: Numa recuperação de bola, Gelson (salvo erro), tem tudo para iniciar um contra-ataque que poderia dar golo, mas repentinamente pára e atrasa a bola a um colega que a faz chegar ao GR. Ou seja, mesmo com o mestre da táctica, continuamos peritos no joguinho de para trás e para o lado.

Eu não tenho dúvidas que a determinada altura os jogadores, por estarem fartos disto, começaram a fazer a folha ao treinador. O presidente, que até está mais perto que eu, terá até visto mais cedo que grande parte de nós e sentiu que estava num buraco do tamanho de alguns milhões, que será a indemnização a que terá direito a equipa técnica, se esta não se pirar de fininho, por indecência e má figura. Ora o presidente, com aquela sua sensibilidade de elefante numa loja de artigos de porcelana e cristal e outros materiais sensíveis como o ego de algumas prima-donas, achou que talvez puxando as orelhas aos jogadores, conseguisse remediar a coisa. Como seria previsível, não conseguiu. Teve de imediato um coro de gente em cima de si. A mesma gente que teria se lhe desse um vipe e tivesse demitido Jesus, isso é tão certinho como três mais dois serem cinco.

Ora voltando à vaca fria: Esta classificação é logica, justa e lisonjeira e não será uma vitória na Taça de Portugal (que festejarei com todo o entusiasmo se se concretizar, obviamente), que retirará nada às consequências que acho se deverão retirar desta época de três: O tempo de Jesus está esgotado e o tempo de Bruno de Carvalho, a não acontecer algo de verdadeiramente diferente, corre também para desfecho idêntico.

E o Verão, que se adivinha quente para outros a problemas com a justiça, será escaldante para o nosso lado. Ou não, que eu já vi tanta reviravolta no futebol, que já nada me surpreende.

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