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És a nossa Fé!

Início da época

Hoje, em dia de aniversário do melhor Clube do Mundo, em que arranca para nós a época e agora que o campeonato do Mundo acabou (na perspectiva da selecção portuguesa, que não na dos amantes do futebol), e que a época futebolística nacional começa finalmente a entrar na ordem do dia, com o costumeiro chorrilho de asneirada nos jornais e programas de rádio e televisão da “especialidade”, permitam-me uma pequena reflexão sobre o passado, mais ou menos recente, e a atrever-me a apontar um caminho de futuro que, no caso vertente, se me afigura o único plausível de aumentar a competitividade do futebol português a nível de clubes, e consequentemente a nível da própria selecção:

 

Andaram os clubes (os grandes de Portugal, que é o que interessa para o caso) a gastar, durante anos, o que tinham e o que não tinham, alguns na vã tentativa de ganhar um campeonatozito (caso concreto do SCP, ou mesmo do SLB – ambos, nos últimos 20 anos, não andam muito longe), e ao que assistimos, foi ao definhar de todos eles, do ponto de vista económico-financeiro.

Hoje, todos os clubes estão falidos (ou as SAD’s, se quiserem); podem uns dizer, de forma eufemística, que os “activos” cobrem os astronómicos passivos, mas se hoje tivessem que vender, verificar-se-ia que essa ideia não passa duma enorme falácia. Veja-se a recente venda dos direitos de Garay…

 

Mas o que interessa aqui é mesmo o exemplo do Sporting: depois da vitória deste presidente, Bruno de Carvalho, que teve o meu apoio, foi encetada uma política de prata da casa, de aposta em valores da formação, de aquisição de alguns jogadores a preços controlados, e negociada a reestruturação da dívida com a banca.

 

Vamos por partes:

A prata da casa: ascenderam à equipa principal jovens valores que hoje são certezas como jogadores de futebol e que serão integrantes titularíssimos da selecção nacional num futuro muito próximo, não seja o seleccionador o casmurro do Paulo Bento, e que darão encaixes financeiros interessantes ao Clube. Na época passada, foi recorrente o Sporting iniciar os jogos com seis, sete jogadores portugueses e formados na sua Academia. Nenhum clube em Portugal, ao mesmo nível, esteve sequer próximo, salvo quando a isso foi obrigado pelas regras das competições e aí apresentaram segundas, terceiras e quartas escolhas.

Os resultados foram os que se viram, um honroso segundo lugar, depois da vergonha do sétimo lugar do ano anterior e de todo o descalabro interno.

As compras certeiras a preços controlados: ao contrário de outros clubes, que esbanjaram milhões em jogadores de duvidosa qualidade (é certo que alguns são craques, mas a relação compra/benefício esteve longe de ser interessante), onde o FCPorto até esteve uns furos à frente do SLBenfica, o Sporting, até porque a torneira, por vontade própria e por imposição da negociação da dívida, estava fechada, procurou jogadores para lugares-chave que foram extremamente importantes para os resultados conseguidos. Montero com um início de época notável e Slimani numa segunda volta impressionante são disso exemplo.

E por fim, a reestruturação da dívida: o Sporting, com uma força nunca antes demonstrada pela sua direcção ou por qualquer presidente, pelo menos nas três décadas anteriores, conseguiu aquilo que os profetas da desgraça e os que faziam força para baixo (os muito bem denominados de Marretas pelo caro Pedro Correia) queriam evitar: negociar com os credores condições excelentes para pagar aquilo que os desvarios de direcções anteriores fizeram e que conduziram o Clube à falência.

Hoje o Sporting vive uma situação complicada, é certo, mas controlada e com muito boas perspectivas de vir a ter um futuro risonho.

Este é o caminho que terá que seguir o futebol português e se não arrepiarem caminho clubes haverá cujo futuro estará até em causa (seja o fair play desportivo uma realidade e aplicado com rigor) e cedo ou tarde terão que enfrentar situações extremas de consolidação de dívida que os poderão levar à ruína.

 

Neste particular, também fruto dos maus resultados, é verdade, o Sporting parte à frente.

Oxalá tenha o engenho para tirar partido disso!

 

Ah! E que não lhe “cortem as vazas”… 

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