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És a nossa Fé!

Indefinição definida ou o traidor Keizer

Não soubemos defender. Não soubemos atacar. Jogámos ao nível de uma equipa menor. Onde é que isso nos poderia levar e levou mesmo? Ao merecimento da derrota, claro.

Sofridos que foram aqueles noventa e tal minutos, não há dúvida, merecemos perder o jogo contra o rival. 

Muito me chateia, desgasta, faz desesperar nesta que parece ser uma sina que nos leva mais vezes a "chorar" do que a sorrir. Seria até fastidioso desfiar as causas para tanto desalento e não vou por isso fazê-lo - para massacre já nos chegou o jogo de ontem -, mas a liderança de Keizer ou a falta dela não a poupo.

O líder do grupo anda literalmente a apanhar bonés entre a táctica que depressa e bem defendeu gostar de aplicar, e a táctica que o futebol português lhe impôs. Bastaram duas derrotas para passarmos a assistir a essa penosa, disparatada e, evidentemente ineficaz reinvenção do holandês.

Nunca mais lhe ouvimos a máxima: "prefiro ganhar por 4-3 do que por 1-0." Belíssima ode ao golo marcado, aquele que devia ser sempre, mas sempre, o principal objectivo de uma equipa de futebol. Uma deliciosa tirada atirada sobre a mediocridade do futebol jogado nas nossas competições, sempre tão avesso ao golo, ao golo que se procura marcar, já que o outro, 90% das equipas nada querem com ele, obstinadas que estão em não sofrer, apenas. 

Keizer está a trair-se. Está. E está também a trair-nos. Keizer traiu-nos. Keizer é um traidor.

Começou com goleadas, todas elas justificadas, todas elas fruto de uma orientação para o golo e para a vitória. Mas isso foi noutra vida. Onde é que isso já vai? Pergunto, até. E faço-o suspeitando que essa vida que nos enchia de esperança já não voltará.

Essa é uma imperdoável traição aos sportinguistas que vibraram com aquelas vitórias robustas resultado de um futebol positivo jogado por jogadores galvanizados, alegres, que abraçavam plenamente aquela forma de jogar. Percebíamos que era assim que os nossos queriam e gostavam de jogar. E nós, falo sobretudo por mim, era assim que os queríamos ver em campo. Olhos apontados à baliza adversária e atitude ganhadora. E ganhavam.   

Acredito que Keizer está a ser vítima de se estar a trair a ele próprio. Não lhe perdoo que nos traia a nós também. 

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