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És a nossa Fé!

Houve de tudo, da pasmaceira à agitação

Sporting, 2 - Marítimo, 1

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Festa verde e branca no relvado quando Coates marcou o golo que fixou o resultado

Foto: Tiago Petinga / Lusa

 

Jogo de loucos. Houve quem lhe chamasse «épico», mas nada teve de épico: foi mais uma farsa. Com a equipa forasteira a marcar nem sabe como na única oportunidade conseguida na partida de sábado, logo aos 10', o Sporting a arrastar-se em campo na hora seguinte, Rúben Amorim falhando na formação do onze inicial e a emoção descontrolada a apoderar-se das bancadas em Alvalade nos 20 minutos finais, marcado pelo assalto total à baliza dos insulares no desafio em que conseguimos mais "posse de bola".

O nosso central actuando como avançado e o nosso ponta-de-lança à baliza.

 

Antes de cair o pano, lá para os 90'+114, houve tempo para tudo.

Para o treinador voltar a investir o capitão Coates da missão de ponta-de-lança, plantado na grande área como se Bas Dost estivesse de regresso. Para o Marítimo marcar um autogolo (o sétimo de que beneficiamos nesta época, cinco dos quais na Liga). Para Coates esticar o pé e entrar com a bola na baliza, operando a reviravolta (90'+3). Para o Marítimo fingir que empatava 2-2 (90'+6) num pseudo-golo precedido de falta grosseira sobre Nuno Santos que o árbitro auxiliar logo invalidou levantando a bandeirola, gesto a que Tiago Martins, de cabeça perdida, não fez caso, apontando para o centro do terreno. Para Adán, com os nervos em franja, protestar de tal maneira que acabou por ver o segundo amarelo três minutos depois de ter visto o primeiro, o que o afasta da recepção ao Benfica do próximo domingo. Para o vídeo-árbitro André Narciso insistir com o apitador para que visse as imagens. Para que Martins, tendo-as visto, desse o dito por não dito, com vários minutos de atraso. Para que, estando o Sporting reduzido a dez e com as substituições esgotadas desde o minuto 64, Paulinho se assumisse como improvisado guarda-redes, colocando-se entre os postes. Para que, logo a seguir, segurasse uma bola com o estádio inteiro a aplaudi-lo - o mesmo estádio onde tinham começado a ecoar assobios bem sonoros aos 36', dirigidos primeiro a Diomande e depois a todos os nossos jogadores. Para que, ainda antes do fim, houvesse uma chuva de cartões amarelos, com Martins a confirmar a sua imensa incompetência: espero que tenha sido a última vez que o vimos em jogos profissionais de futebol.

 

Tudo está bem quando acaba bem. Os 27 mil espectadores que compareceram em Alvalade tiveram direito a tudo, num vendaval de emoções que se prolongou por quase duas horas de morna pasmaceira seguida de imensa agitação no relvado.

Isto faz parte da magia do futebol. 

Foi o nosso 12.º jogo seguido do campeonato 2022/2023 sem derrotas - a melhor série em ano e meio. Há três meses que permanecemos invictos na Liga. Mas de nada nos serve, pois a duas jornadas do fim todos os adversários à nossa frente superaram os respectivos desafios. Mantém-se a distância de quatro pontos face ao Braga, que tem calendário mais favorável nas duas rondas que restam.

Se não formos à próxima Liga dos Campeões, como tudo indica, só temos de queixar-nos de nós próprios. Aquela medíocre primeira volta conduziu-nos a isto.

Pelo menos vencemos o Marítimo. Que nos tinha vencido (1-0) no Funchal. Como esses três pontos lá desperdiçados nos faziam falta agora...

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Nem uma defesa, mas dois cartões vistos em três minutos, no tempo extra. Por retardar a bola e por protestos. Fica fora do clássico de domingo.

Diomande - Atrasou duas vezes a bola ao guarda-redes, quase a partir da linha do meio-campo, e ouviu sonoras vaias no estádio. Afectou-o, visivelmente. Saiu aos 64'.

Coates - Esteve no pior e no melhor. Falha individual, oferecendo o golo ao Marítimo (10'). Mas como avançado protagonizou o 2-1 da reviravolta. Homem do jogo, melhor em campo.

Matheus Reis - Amorim teima em fazer dele central. Voltou a incluí-lo nos três da retaguarda, deixando Gonçalo Inácio no banco. Não resultou: o brasileiro é lateral. Saiu ao intervalo.

Bellerín - Tentou mostrar serviço, mas não se esforçou muito. Ele e Edwards funcionam como a água e o azeite: não combinam. Inoperante, já não regressou do intervalo.

Ugarte - Quando se fala muito dele para rumar a Inglaterra, mostrou neste jogo a maior das suas limitações: o remate. Atirou duas vezes a bola para a bancada (66' e 76') quando tentava o golo.

Pedro Gonçalves - Dele esperamos sempre um toque de magia. Andou perto disso no lance individual em que se envolveu na grande área e forçou o autogolo madeirense (85'). 

Arthur - Amorim insiste em jogar com alas de pés trocados. Eis um caso. O brasileiro tem bom toque de bola, mas centrar sem linhas de passe é um desperdício. Saiu ao intervalo.

Edwards - Vai acendendo e apagando. Apático em largos momentos, esteve a centímetros de marcar um golo espectacular (74'). No segundo golo, o passe de ruptura saiu dos pés dele.

Trincão - Voltou a pecar por clamorosa falta de intensidade: mal perde uma bola, desinteressa-se do lance. Fez três posições, sem render em nenhuma. Substituído aos 57'.

Paulinho - Cabeceou ao lado (14'), tentou o golo mas saiu passe ao guarda-redes (30'). Assistiu no segundo e brilhou ao oferecer-se como guarda-redes quando Adán foi expulso.

Gonçalo Inácio - Entrou aos 46', substituindo Matheus Reis. Deu mais consistência à defesa, mas não era necessário: o Marítimo quase não saía. Corte muito oportuno aos 61'.

Nuno Santos - Estava inquieto no banco: entrou aos 46', rendendo Arthur. Não fez muito melhor. Tentou o golo, mas atirou por cima (90'+2). Carregado em falta no lance que deu sururu (90'+6).

Morita - Substituiu Bellerín aos 46'. Bom a distribuir jogo, arriscou o amarelo que o poria fora do clássico. Acabou por não ter a utilidade já revelada noutros desafios.

Fatawu - Entrou aos 57', para render Trincão. Muito mais dinâmico, nos confrontos individuais, pôs a defesa madeirense em sentido. Também tentou o golo, mas rematou para a bancada (80').

Esgaio - Substituiu Diomande aos 64'. Foi ele a iniciar a jogada do lance que culminaria no segundo golo leonino - e os consequentes três pontos desta vitória tão suada.

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