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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - o Rei vai nu (e não há "roupa" que lhe sirva)

 

Jesus herdou um orçamento de 25 milhões de euros em custos com pessoal. Rapidamente, ajudou a ampliar este número para 48,8 milhões de euros (temporada de 15/16) e (uma estimativa) entre 60 e 64 milhões de euros, na época 2016/2017 (48,4 milhões de euros de custos acumulados no final do 3º Trimestre).

Onze contratações depois e um aumento exponencial do custo com o plantel, Jesus continua a pedir mais jogadores. A ideia que transparece é a de que o treinador parece não ter soluções, não consegue montar uma equipa minimamente competitiva e, nesse transe, vai levando o clube às costas para um perigoso abismo.

O Sporting é mais antigo e tem mais história do que o seu treinador. O clube tem um passado futebolistico de 22 títulos nacionais, um legado de figuras como "Os cinco violinos", Azevedo, Canário, "Os heróis de Antuérpia", Yazalde, Damas, Manuel Fernandes, Jordão, enfim, um sem número de ídolos que ajudaram a que o Sporting fosse reconhecido como um Grande do futebol português. Mas, não somos só isso, somos o clube eclético por excelência, o grei de Carlos Lopes, Mamede, Livramento, Chana... Já Jesus, apresenta no seu currículo três títulos nacionais pelo Benfica.

A sustentabilidade de um clube não pode assentar numa "cava" num treinador, qualquer que ele seja. Jesus pesa no nosso orçamento não só pelo salário que aufere (6/7 milhões de euros), mas também pelas suas exigências junto da Administração, numa catarse de pedidos de jogadores que parece não ter fim.

Apesar do mau tratamento que dá à lingua portuguesa, Jesus é bastante sagaz e vende bem o "seu peixinho". A sua "descontrolada" verborreia destina-se a sustentar uma pose altiva e arrogante, uma imagem de exigência e de autoridade, que reforcem uma percepção de desenvolvimento de jogadores e uma ilusão de habilidade táctica. Até acredito na sua auto-confiança, agora "spin" de comunicação como o de ontem, a transmitir que o Steaua era uma equipa do nosso nível, isso não, não nos tomem por tolos...

Entre a realidade e a percepção que Jesus quer que tenhamos dela há todo um abismo. Na realidade, o treinador parece ter perdido a equipa e os jogadores desde a trágica derrota em Madrid, contra o Real. Nunca mais o Sporting teve a consistência que tão brilhantemente alardeou em 15/16. O ego de um treinador não se pode sobrepor ao da equipa. Os jogadores são as verdadeiras estrelas e a eles deve ser atribuido o mérito das vitórias. O treinador deve aparecer como líder de um grupo, dando a cara no momento das derrotas. Ora, em Madrid, Jesus afirmou que nunca teríamos perdido o jogo com ele no banco. Para além dessa afirmação não poder ser provada, houve episódios no seu passado (Golos de Kelvin ou do Chelsea) que mereceriam outra contenção da sua parte; por outro lado, foi com Jesus no banco que saiu Gelson (o pesadelo de Marcelo) para entrar Markovic ou saiu Adrien (patrão do meio-campo) para entrar Elias...

Para além de parecer que a mensagem do treinador já não chega aos jogadores, a fluência de jogo do Sporting está em perda desde o final do seu primeiro ano. As saídas de João Mário e de Teo não foram devidamente colmatadas e o jogo interior da equipa ressente-se. Gelson, óptimo jogador, é demasiadamente rápido para a restante equipa e daí resulta que quando chega à linha só tem Dost na área para finalizar, e este está geralmente acompanhado por quatro adversários. Faz falta pensar mais o jogo, maior contemporização e exploração do jogador que joga atrás do ponta-de-lança. Bryan Ruiz trazia isso à equipa, mas estranhamente (ou talvez não, haverá causas profundas?) eclipsou-se na época passada. Desde Teo, o Sporting não voltou a ter um jogador com a capacidade de arrastar marcações, a inteligência táctica do colombiano. Alan Ruiz não é esse tipo de jogador, é mais médio do que avançado, joga melhor de frente para a baliza. Bruno Fernandes, idem. Podence poderia ser mais útil na ala esquerda como alternativa a Acuña. Doumbia poderia ser esse jogador que a equipa necessita, mas o treinador parece remetê-lo ao banco ou vê-lo como alternativa a Bas Dost. Entretanto, Gelson Dala parece ter sido ignorado, não figurando nas convocatórias. É aqui que deveria aparecer a fama de bom criador de jogadores que é atribuida a Jesus, mas não temos visto isso em Alvalade. É sempre mais fácil pedir mais um jogador ao presidente do que apostar naquilo que se tem. 

Contra o Steaua de Bucareste vários equívocos emergiram. A velha rábula dos laterais, desta vez protagonizada por Piccini - que não parece fazer a diferença face a Schelotto - e Coentrão, este último que o treinador pretendia substituir por Jonathan a 10 minutos do fim. Os médios centro bloqueados pela sagacidade do treinador romeno que plantou dois "policias de giro" nessa zona do terreno. Gelson, que deveria receber a bola no último terço e com a equipa toda posicionada de forma atacante, a sprintar desde o seu meio campo e a não encontrar ninguém para receber os seus passes, Podence perdido entre o médio de cobertura e um dos centrais romenos, Acuña sem apoio do lateral, tudo isto a contribuir para um jogo mastigado, engasgado, de vez em quando abanado pela vertigem quasi-suicida de Gelson, o que, imagine-se, ainda pioraria nos segundos 45 minutos.

Para finalizar, o Sporting não deve ceder mais aos caprichos de Jesus. Nem Gabigols, nem centrais, agarre-se aos recursos que tem, ainda assim muito mais e melhores do que aqueles que Jardim, por exemplo, teve ao seu dispor, e faça uma equipa. Cada vez que o treinador pede mais um jogador, diminui a confiança no balneário, pelo menos a dos jogadores para essa posição. Será que não vê isso? Um líder deve antecipar cenários, motivar, montar uma estratégia e fazer cumprir objectivos. E Jesus?

Sportinguistas, desculpem-me o desabafo, mas o meu coração verde está dilacerado, ontem vivemos mais uma

jorgejesus.jpg

 

humilhação pública como se os orçamentos dos dois clubes fossem comparáveis. Alguma coisa se tem de fazer e com a máxima urgência. a fim de não comprometer uma obra meritória. Assim não...

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