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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Levantar a cabeça

Num jogo feito de garra, rigor, perseverança e competência, o Sporting deslocou-se à Eslováquia para bater o até aí líder do grupo C da Liga dos Campeões de andebol, o Tatran Presov, por 30-27, com Frankis Carol (10 golos) em grande plano. Depois da derrota na Maia, frente ao modesto ISMAI, isto sim deu significado à expressão "levantar a cabeça".

 

No mesmo dia, Peseiro, em entrevista a "A Bola", diz que perdemos em Portimão por termos querido praticar um "futebol exuberante, ofensivamente avassalador". A isto chama-se não aprender nada com as derrotas. Também alega que Wendel tem imenso potencial, mas perde bolas em "zonas proibidas" (creio que se estaria a referir ao camarote dos jogadores). Por isso, o brasileiro (custou 8,7 milhões de euros) vai continuando a aprender nos treinos, enquanto em competição, o macedónio Ristovski, com bem menos cartel, vai (des)aprendendo a não fechar o espaço interior e a não compensar o central. Faz sentido! Finalmente, afirma que Coates tem "estrutura, estatuto para ser capitão, mas que prefere um português". Tudo bem, entende-se, embora Javier Zanetti - 15 anos como capitão do Inter de Milão - se possa estar a rebolar a rir, mas então por que raio é que Palhinha foi preterido a Petrovic e Geraldes teve de emigrar? Será que a condição de luso só terá relevância na questão da braçadeira, mesmo que depois o balneário seja uma babilónia de nações?

 

8 comentários

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    Pedro Azevedo 14.10.2018

    Sobre o andebol, e à forma como a equipa soube dar a volta a um resultado adverso, estou totalmente de acordo consigo.

    Sobre a entrevista de Peseiro, não. Ora, se nos queixamos aqui de que jogamos pouco, o treinador vir dizer (por outras palavras) que foi por ousar jogar mais que perdemos, a meu ver não nos deixa mais perto do sucesso. Pelo contrário.

    Sei que lê o que aqui venho escrevendo e sabe que não tenho qualquer compaixão por quem não trabalha, não se esforça ou não tem compromisso com a equipa. Se recuperar o que escrevi, por exemplo, sobre Alan Ruiz dar-me-á razão. O mesmo sobre Elias ou Markovic. Também nunca coloquei Matheus no mesmo patamar de Geraldes ou Palhinha (em relação aos quais, a sua critica subentendida me parece assaz injusta), porque me parece que se desliga do jogo com frequência. Nesse aspecto, dar-lhe-ei (a si) sempre razão, deve haver exigência. A mesma exigência que me faz não entender o duplo-pivot ou a forma pouco solidária como Ristovski vem actuando.

    SL
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    Sporting Sempre 14.10.2018

    Para mim, a principal questão sobre Peseiro, é a sua capacidade ou não de "entrar na cabeça dos jogadores". Estejam eles a jogar ou não, sendo suplentes ou as estrelas da companhia. No fundo a "questão Rochemback". Que se podia chamar Polga, Pedro Barbosa ou Rui Jorge. Mas o gaucho foi mais acutilante.
    Uma forma de avaliar essa questão seria inquirir o plantel, outra forma é simplesmente contabilizar as manifestações publicas de desconforto, e neste ano já existiram várias, de Matheus a Nani. E agora houve uns "flashs" duvidosos de Acuna e Battaglia. E a Wendell todas as semanas morre alguem da familia no Brasil.
    Sem "entrar na cabeça" nos jogadores, não há treinador que resista.
    José Mourinho podia dar um curso sobre isso.
    SL

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    Pedro Azevedo 14.10.2018

    A questão disciplinar não discuto. Não me pronunciei sobre isso nos casos Nani e Matheus porque acredito que tem de haver disciplina. E se os actos são públicos, então a reprimenda também o deve ser.

    Outra coisa é o futebol jogado. Não acredito na teoria do quanto pior, melhor ou quão mais feio, mais bonito o resultado. Man City, Chelsea e Liverpool são os que jogam melhor em Inglaterra. E ganham...
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    SportingSempre 14.10.2018

    Respodendo às duas questões:

    1. Não se trata de disciplina. Trata-se de carisma. De ter os jogadores a acreditar nele, de conseguir extrair o melhor deles, de os fazer acreditar e conseguir. Coisa que o Mourinho conseguiu fazer em muitos clubes, e não está a conseguir em Manchester, como não conseguiu na ultima época do Chelsea. Quanto o carisma falta, fica a disciplina.


    2. Como o Pedro sou 100% pelos da casa, e qualquer estrangeiro contratado deve e tem de ser bem melhor do que os da casa, e os melhores craques contratados devem ficar muitos anos e ser da casa também. Mas também sou contra as eternas promessas, aquelas que com 23 ou 24 anos ainda são uns grandes craques em potência, tendo repetido fracassos nas oportunidades que tiveram. Palhinha será um trinco, nº 6 ou médio defensivo, ao nível de exigência do Sporting, que não é a do Braga nem a do Belenenses, com que idade ? aos 30 ?


    3. Ritskovsky. Sinceramente o rapaz esforça-se, mas ou existe alguma falha de comunicação grave com o treinador ou o Peseiro está a falhar completamente naquilo que lhe pede ou no treino do rapaz para aquilo que lhe pede. Podia começar por um exercício simples, centrar da linha de fundo para o 2º poste. Depois explicar-lhe o conceito de fechar por dentro, e o que deve ser um defesa lateral. O Jefferson é mais velhinho mas também nunca entendeu o conceito. Para já, Battaglia a lateral direito. Passa a bola, não passa o homem.

    SL

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    Pedro Azevedo 14.10.2018

    Estou de acordo no que concerne a Ristovski. Com JJ, treinador de quem não sou fã, nunca facilitou desta maneira. Não defende o espaço interior, deixando muitos metros para o central, concentra-se na bola e perde a noção do espaço e dos dianteiros contrários e não dobra os centrais. SL
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    SportingSempre 14.10.2018

    Se calhar pior do que a maldição da camisola 7, depois de Figo ninguém foi feliz com aquele número na camisola, é a maldição do lugar de defesa direito, sinceramente não me consigo recordar dum defesa direito de classe no Sporting.
    Por exemplo, Cedric, que melhorou bastante em Inglaterra, deixava imenso a desejar. Com Boloni o defesa direito era Beto, central adaptado como adaptado foi também C.Xavier.
    Para além dos últimos da era JJesus, passaram por lá jogadores como Abel, Miguel Garcia, Cesar Prates, João Luis, Gabriel, Barão e muitos outros que não me recordo, não deixaram marca. Se calhar o ultimo bom defesa direito foi o Inácio quando jogava de pé trocado, ou então o Manaca do tempo do Yazalde. Vamos ver o que dá o miudo dos sub-23, T.Correia, pelo menos sabe centrar uma bola o que já é qualquer coisinha.
    SL
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    Pedro Azevedo 14.10.2018

    Eu gostava de Piccini, que era muito forte defensivamente. Mas, no campeonato português, precisamos de um lateral de propensão atacante. Tem razão, não há muitos nomes de destaque na nossa história. Lino e Pedro Gomes, vencedores da Taça das Taças de 64, uma boa época de 2000 de Cesar Prates. Em 2002, Beto e Quiroga fizeram a lateral direita, César Prates já não acertava um centro. Talvez Nelson, no tempo de Bobby Robson e Queiroz, tenha sido um dos melhorzinhos. Grande equipa aquela. Valckx, Naybet, Peixe, Paulo Sousa, Figo, Cherbakov, Balakov, Iordanov, Juskowiak, Cadete, Capucho... Como é possível nunca ter sido campeã? SL
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