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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Eminências pardas

O regozigo e júbilo com que a detenção de Bruno de Carvalho foi acolhida por vários sportinguistas é uma indignidade e uma vergonha. Desde logo, porque alguns dos seus mais indefectíveis apoiantes directos de outrora são agora os mais ruidosos e palavrosos na acusação pública sumária, mostrando uma falta de pudor, capacidade adaptativa e situacionismo dignos de indivíduos que constituem um "case-study" para a ciência pela forma como se mantêm de pé. Depois, porque caberá às instituições judiciárias - Ministério Público, Juíz de Instrução e Juíz do Julgamento - , e só a estas, investigar (MP), inquirir, verificar da adequação (JI) e decidir sobre condenação ou absolvição (JJ) de um arguido e isso não deve ser confundido com ajustes de contas entre facções de leões. Finalmente, porque a cegueira, ódio e revanchismo com que se ataca um anterior presidente do clube serve todos os desejos e propósitos menos os do Sporting Clube de Portugal (e seu bom nome e honorabilidade), seus sócios, adeptos e simpatizantes, para além de induzir uma cortina de fumo sobre o início da fase de instrução de um processo muito mediático que envolve o rival Benfica. Dito isto, e em sentido contrário, é preciso louvar, isso sim, a grandiosa massa anónima de sportinguistas que exigiram uma clarificação pós-acontecimentos de Alcochete, pediram eleições e, mais tarde, votaram no sentido da destituição de Bruno de Carvalho e restante Direcção, provando que no seu seio souberam fazer vingar as normas do clube e fazer cumprir a democracia interna, deixando à Justiça a averiguação de eventuais responsabilidades para além das decorrentes de se ter permitido, por negligência e/ou omissão, os horrendos acontecimentos de Alcochete. 

 

O Sporting é de facto um clube "sui-generis". A forma como sportinguistas se acotovelam para aparecer na televisão, não cuidando de poupar no verbo e colocando ódios pessoais sempre à frente dos superiores desígnios do clube, nunca deixa de surpreender. Rei morto, Rei posto, a próxima vitima deste autofágico processo leonino será Frederico Varandas. Já são aliás visíveis os primeiros sinais disso. Em diferentes contextos, aparecem sempre umas forças de bloqueio, provenientes de uma série de eminências pardas de um certo sportinguismo que nem governa o clube nem o deixa ser governado e que apenas procura manter influência pessoal. A dramatização à volta da situação financeira do clube e o efeito que isso provoca nos putativos investidores, no momento em que a Direcção do Sporting prepara um empréstimo obrigacionista, é apenas mais uma intentona num processo de desgaste constante, consciente ou inconsciente, inflingido a quem tenha poder no clube. Antes (ainda no tempo de João Rocha) como agora. [Adicionalmente, causa estranheza que já nem o presidente da AG do clube seja poupado, apenas e só porque, alegadamente, terá procurado no silêncio dos gabinetes articular condições justas para a audição dos membros do antigo Conselho Directivo aquando da futura AG que irá deliberar sobre a ratificação (ou não) dos processos de suspensão intentados pela Comissão de Fiscalização.] Se em relação a Bruno de Carvalho se pode dizer que se pôs a jeito, principalmente desde Fevereiro deste ano, independentemente dos méritos da sua gestão (Reestruturação Financeira, Pavilhão, vendas record de jogadores, exercícios equilibrados de gestão até final de 16/17,...), já no que concerne a Frederico Varandas as criticas da nomenclatura do costume são manifestamente prematuras e um sinal de que o terreno já está, propositadamente, a ser minado. É contra tudo isto que os sócios e adeptos do Sporting se deverão rebelar. E como? Pacificamente, comparecendo em massa a apoiar todas as equipas do Sporting Clube de Portugal. Nos estádios, nos pavilhões, fazendo cumprir o desígnio do nosso fundador: um clube tão grande como os maiores da Europa.

 

P.S. à hora em que termino este arrazoado, acaba de ser divulgado que Bruno de Carvalho sairá hoje em liberdade, com a medida de coação de comparecimento diário às autoridades e uma caução de 70.000 euros. 

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