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Hoje giro eu - Elasticidade dos Custos vs Resultados desportivos

O Sporting de Braga SAD irá apresentar, em AG, o Relatório&Contas referente à época desportiva de 2017/18. Segundo o Observador, nele constata-se que os custos com pessoal subiram para cerca de 19M€. Comparando com a Sporting SAD, verificamos que esta gastou com o pessoal cerca de 4 vezes mais (73,8M€) que a sua congénere bracarense, tudo isto para no final do campeonato conseguir apenas mais 3 pontos e uma diferença entre os golos marcados e os sofridos inferior em 6 golos. 

 

Como curiosidade, analisei também a temporada de 2015/16. Enquanto os bracarenses tiveram um custo de 12,5M€ com o pessoal, o Sporting gastou 48,8M€, ficando 28 pontos à frente e com uma diferença de golos superior em 39 golos.

 

Conclusão: os custos com pessoal da SAD leonina têm sido históricamente 4 vezes mais que os da homónima bracarense, mas a elasticidade dos resultados desportivos desportivos desta última face ao aumento dos custos foi bem maior. Bastou para isso aumentar os custos com pessoal em 6,5M€, o que lhe rendeu mais 17 pontos no final do campeonato. Já o Sporting, fez menos 8 pontos e gastou com o pessoal mais 25M€. Elucidativo!

 

Por tudo isto, quando oiço que cerca de 65M€ de orçamento para custos com pessoal é pouco para ser competitivo, dá-me vontade de rir. Ao que parece, há uma zona fronteira onde o orçamento produz uma diferença final na classificação, mas essa área está bem abaixo do que a generalidade dos adeptos pensa. Vejam-se os exemplos bracarense e nosso, quando Leonardo Jardim passou por cá. Não podemos é ter treinadores que permanentemente pedem cromos novos e andarmos sistematicamente a comprar jogadores para não serem utilizados, enquanto outros, da nossa Formação, são ignorados. Também, em vez de perdermos dinheiro permanentemente num "middle-market" de jogadores, onde a versão mais recente são as aquisições de Diaby e de Gudelj (investimento até agora de 8,5M€, fora salários), deveríamos investir, menos em quantidade e mais em qualidade, em jogadores de segmento alto como Bas Dost ou Jardel. Claro que, para isso, não podemos ter treinadores que querem sempre mais um jogador para cada posição, mesmo que já tenham duas ou três opções no plantel, chegando-se ao ridículo de termos neste momento nove jogadores com potencial para jogarem nas posições "6" e "8" e, ainda assim, parecer que nenhum serve. Não sendo isto claro para todos, nomeadamente para os decisores, e constinuando a resistir à mudança, um dia acordaremos a resistir à extinção, momento em que a perda de maioria do clube na SAD será dada como inevitável. Eu não quero isso!

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