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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - É galo !!!

O antigo presidente do Gil Vicente, António Fiúza, desfere hoje, em entrevista ao jornal Record, um ataque sem quartel ao actual presidente da Liga de Clubes, Pedro Proença, e não só. Entre as principais críticas, destacam-se estas:

  • "Pedro Proença é um pau-mandado da Olivedesportos"
  • "Esta gente não é séria"
  • "Este homem não tem carácter"
  • "O presidente da Liga é uma pessoa muito maleável, é falso e traiçoeiro"
  • "Já viu que ele [Pedro Proença] com todos estes imbróglios de emails e de greves dos árbitros só diz ´nim`?"
  • "Tenta passar entre os pingos da chuva"
  • "Quem esteve no sistema há uns anos? Foi o FC Porto"
  • "O presidente do Benfica não quis ficar atrás e tentou entrar no sistema"
  • "O sistema tem rosto, mas ninguém tem coragem de o denunciar"
  • "E o Apito Dourado? E os emails? Somos uma República das Bananas"
  • "Esses cinco senhores (Madaíl, Amândio de Carvalho, Pedro Mourão, Frederico Cebola e Cunha Leal) faziam parte de uma máfia. Um deles recebeu 100.000 euros para salvar o Belenenses da descida"

Será que depois destas arrasadoras declarações sobre o estado do futebol português e o papel da Liga, tudo vai ficar na mesma? O Governo, as autoridades judiciárias, a Liga, a Federação, irão ficar a assobiar para o lado?

 

A Liga de Clubes organiza as competições profissionais. Estas, fazendo fé neste testemunho e no que se vai ouvindo e lendo por aí, enfermam, no mínimo, de promiscuidades, conflito de interesses e tráfico de influências. Na medida em que este ruído prejudica o produto a ser vendido, a Liga não pode continuar inoperante. Não se trata de abafar o ruído, mas sim de atacar as suas causas. Da mesma forma que não se combate um cancro repudiando a opinião científica expressa pelo médico seu mensageiro, também não se vá agora calar as vozes que se queixam da não integridade das competições. Investigue-se! A Liga e a Federação não podem continuar à espera de uma decisão da Justiça Cívil. A Liga, a montante, tem de criar um Código de Ética do agente desportivo e legislação em matéria de prevenção de conflito de interesses, tráfico de influências e promiscuidade que puna exemplarmente quaisquer tipos de violações nesta matéria. A jusante, através da sua Comissão de Instrução e Inquéritos, também tem poderes para instruir processos contra os infractores. Já a Federação tem mecanismos, através do Conselho de Disciplina, para levantar inquéritos e definir procedimentos disciplinares. O que é que o consumidor final do produto conhece sobre quaisquer iniciativas nesta matéria dos dois organismos reguladores do sector? Sem tratar das causas, não vale a pena estar a criar mecanismos para punir quem se queixa de desigualdade de tratamento, assim a modos como matar o mensageiro, ficando tudo na mesma.

Por outro lado, o que vemos é determinados dirigentes constantemente penalizados por "lesão de honra e de reputação", ou seja, a justiça federativa é relativamente célere em matéria de punir quem se queixa, eventualmente de uma forma desabrida e que ainda não consegue provar. Se vier a ser claro para todos que os motivos de queixa eram válidos o que irá fazer o CD da Federação? É que a recente divulgação dos emails vem pôr em causa a honra e a reputação de muito boa gente. O problema é que isso não parece constituir motivo suficiente para punir os envolvidos, em sede desportiva, o que contrasta com os castigos já entretanto pronunciados. Mandaria o mais elementar bom senso que, estando as competições sob o radar da desconfiança, se investigasse o "modus operandi" que os emails abundantemente indiciam. Mas, sobre isto, a Liga continua a não dizer nada e a Federação limita-se a enviar informação às autoridades judiciárias. Eu não quero acreditar que os "mais de 30.000 euros mensais" que Fiúza alega ser o ordenado de Pedro Proença o inibam de tomar as atitudes correctas. Mas, se se sente bloqueado, obviamente demita-se. Isso, sem dúvida, seria uma posição honrada e que contribuiria para a sua boa reputação.

2 comentários

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    Pedro Azevedo 14.12.2017

    Caro Fernando Albuquerque,

    se, em tese, as pessoas não têm coragem de afrontar este tipo de poder, receando perder o lugar, então não têm categoria para estar nesses cargos.
    O futebol português precisa de reformas urgentes e o recente título de campeão da Europa só veio atrasar mais essas necessárias reformas pois transmitiu a ideia superficial de que tudo estava bem. Esquecem-se de que, para além dos jogadores do Sporting, a maioria dos jogadores campeões está no estrangeiro. Olhem para a queda acentuada do ranking de Portugal nos últimos anos. Os orçamentos nunca foram tão grandes. A que se deve esta perda de competitividade? Analise-se o que são os clubes pequenos em Portugal. As relações de dependência económico e financeira, os empréstimos de jogadores, os treinadores colocados por determinado clube, a não centralização dos direitos televisivos e o efeito de aumento de assimetria que provoca nos pequenos, a satelização de clubes por parte de certos empresários, as vendas de jogadores em pacote a certos clubes para alegadamente fazer face a compromissos salariais, etc, etc... Os clubes pequenos se se unirem têm votos suficientes para acabar com o poder macrocéfalo dos grandes. Porque não o fazem? Porque é que o Sporting nunca consegue fazer vingar as suas medidas para regeneração do futebol em sede da Liga dos Clubes, esteja lá quem estiver. As ideias são sempre más? As transmissões televisivas: como pode a Liga conviver com a inusitada situação de um canal de um clube transmitir esses jogos em directo e exclusivo? Talvez tenha sido a primeira pessoa a falar nisso, mas agora parece que toda a gente acordou para isto...Prevenção de conflito de interesses, já ouviram falar? Estas coisas não interessam só para a ERC, a qual está preocupada com a questão da monopolização, interessa sobremaneira à Liga, porque o que é vendido ao consumidor pode enfermar de manipulação. Repito, pode, não é certo que o esteja a ser, mas para isso é que faz falta regras de prevenção dessa possibilidade.

    Num registo mais alegre e esperançoso, termino desejando-lhe, a si, Fernando Albuquerque, e aos seus, umas BOAS FESTAS.
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