Faço uma pequena pausa neste meu hiato no "És a nossa FÉ" para destacar a (re)apresentação de Bruno Fernandes em Alvalade. A acreditar - e não tenho razão nenhuma para não o fazer - nas palavras proferidas hoje em Conferência de Imprensa, quer por Sousa Cintra, quer por Bruno Fernandes, este último regressou ao Sporting sem ver melhorado o seu contrato de trabalho. Aliás, Bruno chegou a dizer que contrariou o seu empresário, o qual lhe teria garantido melhores condições remuneratórias, exigindo voltar nos exactos termos do contrato anterior.
Escusado será expressar aos nossos Leitores o meu contentamento com o facto de as negociações terem chegado a bom porto, perdão, bom SPORTING, eu que durante o ano sempre considerei Bruno uns furos acima de qualquer outro jogador do plantel. O maiato comprova assim não ter só dois bons pés. A forma como se esquivou à carga fora de tempo do reporter da CMTV - sobre o seu homónimo ex-presidente - ou como driblou a pergunta do jornalista da RTP, acerca da renovação, mas principalmente a maneira como se dirigiu aos sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal, demonstrando uma visão muito mais do que periférica, mostra que Bruno Fernandes, para além de ter coração de leão, joga exemplarmente com os neurónios todos. Junta-se assim a Salin, Piccini, Ristovski, Coates, André Pinto, Mathieu, Lumor, Palhinha, Petrovic, Misic, Wendel, Bruno César, Acuña, Bryan Ruiz, Fredy Montero e Doumbia (mil desculpas se me esqueço de algum, eles merecem ser realçados) na minha lista de notáveis do Sporting.
Obrigado Bruno e obrigado ao presidente da Comissão de Gestão, José de Sousa Cintra. Bem-hajam!
Também eu tenho. Se me dessem 4 milhões de prémio. Há um ano veio pela mão de Bruno de Carvalho por 8.5 Milhões mais 500 mil de variáveis, ficando a Sampdoria com 10% de mais valia futura. Agora mais 4 milhões, custando ao Sporting num ano 13 Milhões, fora salários. Vai mandar no treinador, no presidente, e não o chateiem muito. Vai ser um espectáculo aquele Balneário. Como é que alguém que queira vitórias para o clube pode apoiar isto? Deprimente!
Se assim fosse estaria tudo bem, mas penso que o quer dizer é que os jogadores além de treinar agora podem inclusivamente mandar no presidente e chegar ao ponto de com o apoio direto da cs e dos empresários o poderem destituir.
Em primeiro lugar, aquando da comunicado dos jogadores adverti aqui que não deveria haver vencedores, nem vencidos. Depois, o antigo presidente - não queria voltar a isto, seria de bom tom deixar o homem em paz, mas o caro PauloL obriga-me a esse exercício - desdobrou-se em posts, seguidos de declarações inoportunas antes da Madeira e do Jamor.
Posteriormente, alguém (empresários, Sindicato?) deu a esperança aos jogadores de que poderiam ganhar uma acção em Tribunal.
Obviamente, nenhum líder estará dependente de caprichos de jogadores. A um líder pede-se que seja uma autoridade, não um autoritário. Existem hierarquias. Os sócios não são burros, são leões e sabem discernir as diferenças.
Ser uma autoridade sem ser autoritário parece um contrassenso. Quem tem o poder de decidir, ainda que, no limite, apenas nalguns momentos, terá de o ser. Não pretendo dizer com isso que defendo os totalitarismos, mas em regimes presidencialistas com aqueles da maioria dos clubes de futebol, o que é que se verifica a não ser mesmo isso? Isso dos sócios serem burros, não generalizes, como se vê aqui neste singelo blog, há de tudo.