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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - A "ditadura das vitórias" contra a democracia ateniense

Tic-tac para o início do jogo mais importante do ano para o Sporting: o próximo (tem de ser assim até ao fim).

O palco será o estádio Karaiskakis (homenagem ao herói da Guerra da Independência travada pela Grécia contra o Império Otomano), situado no Pireu, Atenas. O adversário, o Olympiacos, o maior clube grego.

Com o início da Champions, vem aí uma excelente oportunidade de afirmação do Sporting. É muito importante começarmos a ganhar pelo que os níveis de concentração e ambição têm de ser máximos. 

Na antevisão de um duelo como este, queria chamar aqui a atenção para alguns pontos que, em meu entender, merecem algum preocupação e para outros que, para meu gáudio, são motivo reforçado de confiança no futuro desta equipa. Então, com a Vossa paciência, aqui vão:

 

Pontos Fracos

1. Depois de uns primeiros 4 jogos em que a nossa baliza ficou inviolável, sofremos golos (4) em cada um dos últimos 3 jogos: 1 em contra-ataque, 1 de fora da área, 1 numa rotação sobre o nosso defesa concluida com um remate cruzado na área e 1 numa "bola parada".

2. Quando Battaglia alinhou na posição "6", o Sporting apenas sofreu 1 golo (em contra-ataque). Sofremos 1 golo do Estoril quando Petrovic substituiu Adrien, recuando para "6", subindo Battaglia para "8"; O Feirense marcou-nos 2 golos com Battaglia a defesa direito e não no meio-campo. Será que o que nos agrada aos olhos, não nos enche necessáriamente a barriga? 

3. Desde que Naldo saiu, não temos um central especialmente forte na marcação. Esta lacuna torna-se mais gritante quando William ocupa a posição "6". Ao contrário de Fejsa ou Danilo Pereira, uns "bichos" no roubo de bola, William é um jogador mais cerebral, com excelente controlo, domínio de bola e passe vertical que catapulta a equipa para o ataque. A solução poderia passar por recuar Battaglia e fazer avançar William para "8". Estará isso nos planos de Jesus? Será André Pinto o jogador que nos falta, que impõe presença perante os avançados e permite ao outro central jogar na dobra?

4. Na lateral esquerda, com Fábio Coentrão lesionado, Jonathan parece curto. É um jogador lento para jogar numa ala e tem muitas dificuldades em ir à linha e centrar. Assim, não permite o desdobramento do nosso 4-3-3 (com William, Battaglia e Bruno Fernandes), num 3-5-2 (recuando William, os laterais subindo, o ala do lado da bola metendo para dentro, o ala oposto ao lado da bola juntando-se ao ponta-de-lança).

5. Piccini tem melhorado, mas na sua ausência deverá surgir Ristovski. Espero que Jesus não repita a experiência com Battaglia, não porque o argentino tenha comprometido naquela posição, mas devido a fazer falta no meio-campo. Existem algumas dúvidas sobre a sua qualidade, mas haverá melhor partida para lançar o macedónio do que contra um adversário que tem Alexandre, O Grande, no seu emblema?

6. Plano B (só com 2 médios centro) com Alan Ruiz não funciona.

 

Pontos Fortes:

1. Rui Patricio: o nosso guarda-redes está no ponto ideal de amadurecimento. É um líder no balneário e Jesus parece tê-lo escolhido para comandar as tropas no campo. Se bem que eu prefira um jogador de campo para capitão, Rui é um campeão europeu, tem personalidade e outras características capazes de gerar um mimetismo no resto da equipa.

2. Bruno Fernandes: o maiense entrou em Alvalade como um furacão, devastando as defesas adversárias com um manacial de truques há muito tempo não visto por estes lados. Finta, passe, recepção, contenção e, principalmente, capacidade de remate, forte e enquadrado, temperando bem os dotes de construtor de um Deco ou Rui Costa com a potência balística de um Maniche ou Carlos Manual. O jogador mais influente da equipa. Um jogador raro!

3. Battaglia: o argentino tomou de surpresa as bancadas de Alvalade. Desde Oceano que não havia um jogador tão electrizante e que cobrisse tanto terreno. Acresce que possui boa técnica de drible (não tanto de passe), o que é um "plus" face ao antigo jogador leonino. Vive um momento exuberante do ponto-de-vista físico e aguarda-se com expectativa a forma como se adequará à posição anteriormente ocupada por Adrien , afinal a sua por natureza, onde as suas cavalgadas com bola poderão ser marcantes.

4. Marcus Acuña: excelente contratação, o ex-jogador do Racing defende-ataca os 90 minutos. Um jogador de equipa que tem tudo para ser o Rei das Assistências, tal a sua qualidade de cruzamento. Pressiona o defesa direito adversário na saída de bola, contribuindo para que o Sporting ganhe a bola mais à frente. Alternativa para bater livres.

5. Bas Dost: o "flying dutchman", na terra ou no ar, é uma mais-valia para toda a equipa. Exímio marcador de golos, excelente profissional e um "gentleman", o holandês tem um espírito de equipa indesmentível, em cima do qual Jesus tem condições para criar uma equipa solidária.

6. Iuri, Doumbia e Podence: três jogadores que permitem transformar o Plano A de JJ. Penso que o treinador leonino deve dar mais oportunidades a Iuri, eventualmente testando-o no plano B, últimamente entregue a Alan Ruiz, jogando assim numa posição mais central, podendo trocar de posição com Gelson, o que também permitiria a este executar movimentos interiores que lhe potenciem mais golos. Doumbia poderá ser o Plano C, isto é, 2 pontas-de-lança em paralelo, tendo o marfinense uma outra capacidade de receber de costas e rodopiar sobre os defesas. Podence pode ser alternativa atrás de Dost ou a jogar nas alas, mas vejo-o mais, nesta fase da sua carreira, como um jogador de transições rápidas, ideal para lançar quando estamos na frente do marcador.

7. Gelson: apesar de por vezes parecer querer fazer tudo demasiado depressa, Gelson tem claramente uma velocidade a mais do que todos os outros. Uma nuance táctica, num sistema 4-4-2 - com Iuri, não Alan - poder-lhe-ia trazer maior exposição perante o golo, tornando-o ainda mais participativo (e menos previsível) na manobra ofensiva. Empatado com Dost, é o segundo jogador mais influente da equipa neste arranque de época, com presença em 7 golos da equipa.

8. Dinâmica da equipa: o desdobramento do 4-3-3 no 3-5-2 no Plano A de JJ parece estar a funcionar em pleno. Quando Battaglia, Adrien e Bruno Fernandes jogaram juntos, obtivemos duas "manitas" seguidas. Saiu Adrien, entrou William, não penso que a dinâmica se ressinta.

 

Assim, concluimos que a maior parte das incertezas ou fragilidades são atrás, havendo também alguma indefinição sobre qual será a melhor solução para o 4-4-2 (Podence e Alan não corresponderam totalmente). Num sistema 4-3-3, do meio-campo para a frente e em processo ofensivo não vejo debilidades, pelo contrário, vejo uma equipa com uma dinâmica muito difícil de parar., como o demonstra os 6 vitórias (e 1 empate) em 7 jogos.

 

Tic-tac, está quase na hora, SPOOOOOOOOOOOOOOOORTING !!!!!

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