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És a nossa Fé!

Hélder Amaral, Bruno de Carvalho, Adrien Silva e o rebanho

Só me recordava do nome de Hélder Amaral por ter sido deputado, e por ter alegadamente agredido (ou pelo menos sido fisicamente agressivo) uma colega de partido num congresso. Mas é também sportinguista, e daqueles que mesmo depois de tudo o que se passou consideravam Bruno de Carvalho "o homem certo no lugar certo". Confesso que não fico surpreendido. Fiquei recentemente a saber isto, e ainda que Amaral prefere "um exército de ovelhas comandado por um leão do que um exército de leões comandado por uma ovelha".
A metáfora do "exército de leões comandado por uma ovelha", parece-me óbvio, aplica-se à situação atual do Sporting e à sua fraca liderança, que eu critico e lamento. Mas verdadeiros leões não aceitam por muito tempo serem comandados por ovelhas. E é este o Sporting que todos deveríamos querer. O comandante é importante, de acordo, e a metáfora do "exército" nem sei se é a mais adequada. Mas o mais importante é, ou deveria ser, sermos sempre leões. Para o sr. Amaral, pelos vistos, não: "leão" deve ser o líder, e os restantes devem ser literalmente um rebanho. Esta parece ser a concepção de clube dos aficionados do anterior presidente, que partilham e comentam este depoimento em termos elogiosos. E é mesmo assim que, na sua maioria, tais apoiantes agem. Ainda bem que é o próprio Hélder Amaral, num momento de lucidez, a reconhecer isto.
Menos lúcido esteve Hélder Amaral ao recordar a derrota na Madeira no último jogo do campeonato de 2018, ao deitar todas as culpas pela mesma para os jogadores, em especial os capitães da equipa, entre os quais... Adrien Silva. Ora o saudoso Adrien (que eu ainda espero voltar a ver jogar pelo Sporting, tal como os outros capitães a que se referia Amaral) naquela altura já não era jogador do Sporting há um ano... A confusão de Amaral deve-se provavelmente a Adrien nunca ter escondido de que lado estava no conflito entre os seus ex-colegas e o então presidente.
Amaral insiste, ainda assim, na tese da "pouca entrega" dos jogadores. Reconhece que "depois, até poderiam dizer 'vamos sair, ou muda a direção ou saímos nós'". Defende, portanto, que havia problemas no clube, mas que o principal problema eram os jogadores. E diz que um dia gostaria de "os confrontar". Eu gostaria que essa confrontação acontecesse, e que Amaral e quem defende esta tese respondessem pela situação interna que se vivia, pelas suspensões e os comunicados do presidente, e pelas tochas lançadas ao Rui Patrício em Alvalade.

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