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És a nossa Fé!

Gyökeres: estreia em grande, logo a marcar

Sporting, 3 - Real Sociedad, 0 (jogo de preparação)

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Bastaram 19 minutos para o nosso reforço mais caro de sempre fazer o gosto ao pé

Foto: Lusa

 

Grande atmosfera no estádio do Algarve, com as bancadas ontem muito bem preenchidas, ao final de um dia de Verão. Milhares de sportinguistas, em férias ou não, marcaram ali presença para apoiar a equipa no segundo teste a sério da pré-época, à porta aberta, com transmissão televisiva.

Este tinha um condimento muito especial, ao contrário do anterior, contra o Genk. Marcou a estreia do nosso mais caro reforço de sempre: Viktor Gyökeres, principal foco de atracção desta partida em que Rúben Amorim já escalou um onze que irá aproximar-se muito da equipa-base da nova temporada.

Frente à Real Sociedad, equipa que disputará a Liga dos Campeões, o sueco não defraudou as expectativas. Fez o gosto ao pé, logo aos 19', aproveitando da melhor maneira a sua primeira oportunidade - que foi também a primeira oportunidade da nossa equipa frente ao quarto classificado da Liga espanhola 2022/2023.

Explosão de alegria no estádio: é mesmo reforço. Não apenas pelo golo, mas pelo que lutou em campo pela posse da bola e pela boa condição física que evidenciou até ao apito final.

 

À segunda oportunidade, voltámos a metê-la lá dentro. Desta vez pelo mais inesperado dos goleadores: Ricardo Esgaio, aos 28', dando a melhor sequência a um excelente passe picado de Pedro Gonçalves a sobrevoar a defesa. O transmontano, que agora joga com o número 8, foi o melhor em campo. Já tinha sido ele a iniciar o lance do primeiro, com um passe de 40 metros solicitando a desmarcação de Esgaio junto à lateral direita. E foi ele a marcar o terceiro, aos 55', muito bem servido por Nuno Santos naquela que foi a melhor jogada colectiva do Sporting em todo o desafio.

Dominámos sempre, do meio-campo para a frente, pondo a Real Sociedad em sentido. E revelámos consistência lá atrás, com uma linha automática de defesa a cinco em situações de perda de bola. Adán, bem apoiado, deu conta do recado entre os postes. Deixámo-nos da irritante "saída em futebol apoiado", com trocas inconsequentes de bola na zona mais recuada. Há muito que não via o Sporting explorar tão bem o ataque em profundidade com passes de pelo menos 30 metros. Foram vários, quase todos bem-sucedidos. Dois dos golos nascem de situações deste género.

Resultou. O que se traduz no 3-0 final. Para alegria dos adeptos.

 

Menos positiva, mas sem surpresa, foi a actuação de Paulinho. Enquanto o colega recém-chegado deu a melhor sequência ao lance logo à primeira oportunidade, o nosso n.º 20 viu-se três vezes isolado (numa das quais em fora-de-jogo, assinalado pelo VAR) mas foi incapaz de finalizar com critério, permitindo que a defesa apanhada em contrapé o neutralizasse. Mais do mesmo, portanto.

Negativa foi a entrada em cena - estreia absoluta pela equipa principal - do lateral direito Barroso. Na primeira bola disputada, fez falta grosseira, pondo em risco a integridade fisica de um adversário. Viu o vermelho. Oportunidade perdida: talvez não tenha outra.

Nesse minuto 81 estreou-se outro jovem da formação: Tiago Ferreira, mais conhecido por Mamede. Ala esquerdo, rendeu o excelente Nuno Santos  numa fase mais distendida do jogo. Lembrará para sempre este dia. Mas é duvidoso que seja muito aproveitado entre os "crescidos" num futuro próximo.

Um pouco mais jogou Dário, que rendeu Morita aos 70'. Mal tocou na bola, errou um passe - dando origem a lance perigoso da equipa basca. Tem boa técnica, mas falta-lhe evoluir bastante para alimentar o sonho de ser titular na equipa principal do Sporting.

O que nos alerta para um problema de fundo: continuamos sem um médio defensivo adequado aos nossos pergaminhos e à nossa legítima ambição.

 

Breve avaliação dos nossos:

Adán. Melhor: grande defesa, muito apertada, aos 88'. Pior: nem sempre esteve bem na reposição de bola.

Esgaio. Melhor: marcou o nosso segundo golo, correspondendo da melhor forma a um belo passe de Pedro Gonçalves. Pior: perda de bola aos 46', num ataque rápido da equipa basca.

Gonçalo Inácio. Melhor: grande obreiro do segundo golo, desequilibrando no corredor central com a bola bem dominada. Pior: faltou-lhe eficácia nas bolas paradas ofensivas.

Coates. Melhor: calma olímpica num corte cirúrgico dentro da área (24'). Pior: pontapeou a bola já com o jogo parado, o que lhe teria valido amarelo num desafio mais a sério. 

Matheus Reis. Melhor: articulou-se bem com Nuno Santos no flanco esquerdo. Pior: faltou-lhe arriscar mais no passe e na progressão com bola.

Nuno Santos. Melhor: excelente cruzamento para Pedro Gonçalves marcar o terceiro. Pior: tentou o golo de trivela, mas atirou para a bancada.

Morita. Melhor: inicia a construção do segundo golo no corredor central. Pior: caiu fisicamente a partir da hora do jogo, acabando substituído aos 70' por Dário.

Pedro Gonçalves. Melhor: esteve nos três golos e marcou o terceiro, sem preparação, ao primeiro toque. Pior: desta vez não fez a diferença nas bolas paradas, todas a seu cargo.

Edwards. Melhor: prestou apoio ocasional aos colegas mais recuados, integrando-se no processo defensivo. Pior: apatia generalizada, desinteressando-se de vários lances.

Paulinho. Melhor: pareceu combinar bem com Gyökeres, seu novo parceiro no ataque. Pior: podia ter marcado, mas continua com sérios problemas de finalização.

Gyökeres. Melhor: estreia em grande, abrindo o marcador aos 19'. Pior: gostávamos que tivesse marcado outro, mas ele não nos fez a vontade.

Dário. Melhor: é neste momento, talvez, o nosso único médio defensivo. Pior: perde a bola logo no primeiro lance, confirmando que ainda lhe falta evoluir muito.

Mamede. Melhor: estreou-se aos 21 anos na equipa principal, substituindo Pedro Gonçalves, após extenso percurso nas camadas jovens. Pior: não protagonizou qualquer lance digno de registo.

Leonardo Barroso. Melhor: estreou-se aos 18 anos na equipa principal, substituindo Nuno Santos. Pior: foi expulso logo a seguir.

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