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És a nossa Fé!

Globalmente, o ano foi medíocre

Texto de Orlando Marinho

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A presidência do Sporting, vista por um crente, devia ser uma espécie de sacerdócio onde nos colocamos ao serviço do Clube. Sei bem que muitos defendem que João Rocha ou Sousa Cintra foram os melhores presidentes que tivemos, mas eu digo: por isso estamos onde estamos. Um entendeu que o Paulo Futre devia sair para rodar, o outro entendeu demitir Bobby Robson. Das duas uma, ou choramos ou bebemos para esquecer.

O mais estranho é que temos no seio do clube gente que trabalha com resultados unanimemente reconhecidos, invejados e por isso não poucas vezes ficamos desfalcados de alguns elementos. O que acontece então na equipa principal? A única explicação que me ocorre, e corrijam-me se não virem como eu, é por pura vaidade de quem é eleito e que vai para o poder apenas com a ambição de mandar, nem que seja mal.

Vão para o poder como sendo o Santo Graal da vida deles.


Para quem vê de fora, o trabalho nem parece muito complicado: é não estragar o que foi feito nas camadas jovens, colocar os jovens a rodar, os que devem rodar, outros devem entrar logo e contratar jogadores para as posições que a formação não tenha produzido valores suficiente bons para ocupar os lugares, e já está.

Precisa também de criar uns degraus de vencimentos justos, porque afinal estamos a falar de profissionais, para premiar o desempenho. Falta ainda ser capaz de lidar com empresários que têm o poder para meter a cabeça em água aos jogadores, aliciando-os com valores com muitos zeros.

 

Havia outras competências que [um presidente] devia ter, como a união de todos os Sportinguistas à volta do Clube, a capacidade de intervir na Liga para tornar o campeonato muito mais competitivo e consequentemente mais apelativo. Exigir uma distribuição de receitas por desempenho na Liga, relacionadas com o número de espectadores nos estádios. Exigir um Conselho de Disciplina real. Obrigar os clubes a entregar garantias bancárias para que os jogadores recebam mesmo os valores acordados até ao final da época para evitar o que aconteceu no Aves este ano e também para impedir que os clubes lutem com diferentes armas.

Relativamente ao presidente actual, globalmente o ano foi medíocre e apenas gostei da contratação do Rúben Amorim e gostei muito de ver o início da construção de uma equipa de futebol no verdadeiro sentido da palavra.

Espero que não venha nenhum iluminado e mude tudo de novo.

 

Texto do leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

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