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És a nossa Fé!

Força Rúben Amorim!

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Há cerca de um ano o director da SIC Daniel Oliveira teve a iniciativa, surpreendente, de contratar a apresentadora televisiva Cristina Ferreira, então conhecida por ser a coadjuvante do veterano e reconhecido Manuel Luís Goucha, parelha actuante na rival TVI, e campeã dessa actividade.

Quando a transferência foi anunciada os conservadores - eu próprio, claro - contestaram-na. Na ânsia do opinar, catapultada por estas possibilidades tecnológicas das redes sociais, invectivaram (invectivámos) os custos milionários dessa tranferência, que fez da apresentadora a mais bem paga dos animadores televisivos. E puseram (pusemos) em causa a pertinência dessa opção, face ao âmbito da sua especialidade - os programas de entretenimento matinal, preferencialmente dedicados à terceira idade e um público consumidor de baixo poder de compra (influenciando o tipo de publicidade convocada) e com uma apetência pela "cultura popular" (influenciando o tipo de conteúdos a propagar). E face ao próprio perfil da apresentadora, considerando-a quanto muito uma figura "agradável" (dado o seu fenotipo, valorizado nas apreciações estéticas predominantes no Portugal actual) e "simpática" (dada a jovialidade que sempre apresentou), mas muito dependente do profissionalismo competente do seu parceiro veterano e, quiçá, mentor Goucha. Em suma, considerou-se (consideraram, considerámos) que aquela contratação "da" Cristina (e é notável como este artigo definido, constantemente usado para se lhe referir, mostra o quanto a apresentadora faz parte do nosso quotidiano, vejamos ou não o seu programa), era uma medida irresponsável, incompetente, talvez mesmo  desesperada, da SIC e do seu director.

Um ano depois os resultados estão à vista. Impulsionada por esta transferência, que serviu como locomotiva da alteração dos hábitos de consumo televisivo da grandes parcelas da população nacional, e acompanhada de alguns outros reforços entretanto conseguidos, a estação SIC tornou-se líder das audiências televisivas. Campeã do seu campeonato, por assim dizer. Apesar dos veementes resmungos dos caturras, esses "jpt"s mais ou menos intelectuais que procuram fazer valer as suas vácuas opiniões neste novo-mundo da opinião (auto)publicada.

É-me inevitável o paralelismo com esta inesperada e aparentemente excêntrica contratação de Rúben Amorim por parte de Frederico Varandas. Que, dissipado o meu primeiro (autocentrado) estupor reactivo, já tendo algo reflectido sobre o assunto, me enche de esperanças.

Pois, de facto, foi uma grande jogada! Força Rúben Amorim! Para o ano é que é!

 

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