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És a nossa Fé!

Final do período de transferências

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Terminada a "janela (de oportunidade)" - raispartam estas expressões da moda - de Inverno, um pequeno rescaldo. No dia em que o "mercado" - raispartam estas expressões da moda - fecha o Sporting passa para o primeiro lugar, ainda que o Porto tenha menos um jogo. Não está mal, nada mal  mesmo, e esta é decerto a melhor contratação. Ainda por cima logo após a conquista da prestigiada Taça da Liga, a segunda melhor contratação de Inverno.

Ontem uma outra terceira boa novidade: no jogo com o organizadíssimo Vitória de Guimarães, equipa com bons avançados e que parece ter muito menos pontos do que futebol, anuncia-se a chegada de um Sporting aguerrido, combativo, pressionante, concentrado e crente. Uma excelente contratação, muito necessária, e pela qual muitos adeptos suspiravam. 

Este enriquecimento do plantel provocou melhorias colectivas e individuais, que se potenciarão com o crescente entrosamento desse trio de recém-chegados. Mas já deu para ver alguns efeitos das chegadas: ontem belo jogo de Fábio Coentrão, seguro e assim desprovido das habituais patetices cénicas que tinha vindo a desenvolver; grande jogo de Acuña, a desdizer-se cansado e precisado de férias, ontem o melhor em campo; esclarecido jogo de William Carvalho, a abandonar a postura Martin Zeegelar 2017/2018 que o tem acompanhado. 

Outras mudanças são significativas: a partida dos jovens da formação que muito prometeram ainda sem terem contribuído significativamente para a equipa sénior é sempre lamentável, mesmo que compreensível, tanto para as finanças internas como para as carreiras respectivas. Ainda assim lamento que Tobias Figueiredo, de quem tanto se esperou, siga como seguiu. Só lhe desejo que persiga José Fonte. Continuo a acreditar que sim, que pode. Entretanto ficou-se com três centrais, só rogo ao deus do futebol (a entidade hindu "Cinco Violinos") que nos proteja contra as lesões no seio das "três torres". Iuri falhou este ano. Mas sair para Itália era dantes um enorme sucesso. Por enquanto pode contar com o sucesso de ter deixado o clube à procura de um ala até ao último dia - com a lesão de Gelson temo que iremos lamentar a saída do seu mais natural suplente. E Bruno F. à direita é um desperdício.

Despachou-se, e muito bem, aquele Jonathan e foi um alívio, que até um treinador de sofá percebe que o homem não é para estas andanças. Aleluia. Rosell saíu e ganhou-se algum mas Douglas e Petrovic ficaram, e não consigo perceber estas coisas das contratações. A ver se Douglas serve para 4º central e se o Palhinha ainda jogará mais uns cinco minutos este ano - a semana passada dizia-me um amigo Belenenses, fanático como já haverá poucos, que "naquele ano o Belém era o Palhinha e mais dez". Não sei, não vi, não me lembro. Mas quero acreditar.

Entretanto houve outras aquisições, secundárias, no tal "mercado de Inverno". Chegaram Misic, que está para o "a ver vamos", se outro Petrovic ou não. Wendell, sobre o qual já se noticia ter o Inter oferecido 31,5 milhões de euros para o levar, "sem ver". Assusta-me, espero estar errado, mas estas coisas sopradas para os "mentideros" cheiram-me sempre a esturro, peneira a tapar a lua. E aquele Ruben Ribeiro, que já atrapalhou em quatro ou cinco jogos (ok, fez um passe para golo - "assistência" diz-se em XXI), mas que é aquilo que parecia antes de vir: bom jogador para clubes médios, aqui apenas uma fixação passageira do treinador. Que se ofuscará daqui até ao final da época.

E agora, mesmo no fim, lá de Portimão chega um lateral-esquerdo, Lubor. Ainda bem, que não havia suplente - pois se Acuña recua para lateral ficamos com o simpático e elegante Brian Ruiz lá à frente e aquilo, pura e simplesmente, não carbura. Mas, caramba, desta última contratação diz o treinador: "não temos capacidade para ir buscar os mais ou menos lá fora e tivemos de recorrer ao mercado nacional, foi o que conseguimos ir buscar." Só espero que o Lubor, jovem ganês ao que li, ainda não tenha aprendido português. E que ninguém tenha a impiedade de lhe traduzir tão sábia, gentil e motivadora recepção.

Enfim, JJ no seu melhor. Mas, é certo, se acabar à frente a gente esquece tudo, os rubens, os não-palhinhas, "o ego-clickismo" e estas coisas. E ama-lo-á.

 

Adenda: no texto escrito de rajada (a la blog) esqueci-me da partida (por empréstimo) do Ruiz, Alan, para o clube de origem. Diz tudo sobre o esquecível que o talentoso argentino mostrou por cá. E passou-me o regresso do Montero. Quanto a este, a quem muito apreciei e sobre o qual continuo convicto que a sua (necessária?) transferência num Janeiro anterior nos custou o título dessa época, só espero estar errado. Neste minha cinquentona convicção de que, nisto da bola, regressos nunca são gloriosos. A ver se este é excepção.

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