Faz hoje um ano
No dia seguinte jogaríamos com o Tondela. Mas pouco ou nada se falava disso.
O assunto em foco, a 18 de Fevereiro de 2018, era o apelo vibrante feito por Bruno de Carvalho à nação leonina, do alto da sua tribuna de orador na assembleia geral do Sporting, impondo estas condições para abandonar o seu vício de escrevinhador no Facebook:
«Não comprem nenhum jornal, não vejam nenhum canal de televisão português, e que todos, mas todos, os comentadores afectos ao Sporting abandonem de imediato os programas.»
«Augusto Inácio fora da RTP 3? José de Pina fora da TVI 24? Manuel Fernandes e Paulo Andrade fora da SIC Notícias? Fernando Mendes, Helder Amaral e Jaime Mourão-Ferreira fora da CMTV? Obviamente, não faz o menor sentido», reagi de imediato aqui, recusando que no campo de comentário pudéssemos «perder por falta de comparência».
Pronunciando-se sobre o mesmo tema, o Pedro Bello Moraes extraiu duas conclusões:
«Na presidência temos uma pessoa que usa tácticas iguais às utilizadas no passado pelos demais homólogos, instigando as massas contra todos aqueles que dele discordam. e com isto, meus caros, neste capítulo, infelizmente, não somos nada diferentes dos outros, mas iguais. Lamentável. Penosa é também a segunda certeza que para mim retiro da Assembleia Geral extraordinária; e também dos dias que a antecederam e, sobretudo, das razões que levaram à sua convocação, e essa é a convicção de que deixei de ter um líder à frente do Sporting e passei a ter um chefe.»
Por sua vez, o António de Almeida observou:
«Sou sportinguista, tenho quase tantos anos de sócio quantos Bruno de Carvalho tem de vida, o que não me confere nem retira direitos, irei continuar lendo ou assistindo ao que me apetecer, sem condicionalismos de qualquer espécie. O que não consumo mesmo são os tweets de Nuno Saraiva nem o Facebook de Bruno de Carvalho, porque tenho mais que fazer que perder tempo com discursos ou estados de espírito irrelevantes.»
O Edmundo Gonçalves deixou o seu testemunho:
«Há muito que não compro nem leio jornais desportivos e que não vejo programas sobre futebol ou outra qualquer modalidade desportiva, os jogos a que assisto na tv, ou é com comentários em inglês, ou se calha a ser numa das pantalhas nacionais, é sem som, portanto meus amigos, a recomendação é-me indiferente.»
E o José da Xã rematou deste modo:
«BdC teve a frontalidade de apontar os seus inimigos internos pelo nome. Não sei se foi o mais avisado, mas reconheço-lhe coragem na sua atitude. Esticou um tanto a corda ao pedir que os sócios deixassem de comprar e ler jornais desportivos e ver televisões portuguesas. Enveredou, com esta sua vontade, por caminhos ínvios com consequências imprevisíveis. Quer queiram quer não, o país leonino não parece ter ficado mais pacificado após este fim de semana. Temo mesmo que a guerra apenas agora se tenha iniciado. O Sporting é um grande clube. O maior de todos. Por favor não o tornem mais pequeno.»

