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És a nossa Fé!

Excelência - Os "fab 5" do hóquei

António Ramalhete, Júlio Rendeiro, João Sobrinho, António Livramento e Vítor Carvalho ("Chana"): são estes os nomes dos "fabulosos 5", a equipa maravilha do hóquei patinado nacional e internacional, todos eles titulares também da selecção nacional. Reunidos em 76/77 (com o ingresso de Livramento), nessa época venceram Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça dos Campeões Europeus, esta última conquista, a primeira de qualquer equipa portuguesa, quebrando a hegenomia espanhola.

Ainda, menino, tive a oportunidade de os vêr jogar no antigo Pavilhão dos Desportos e, mais tarde, no Pavilhão de Alvalade (não confundir com a Nave), sito ali junto ao campo pelado.

Ramalhete disputava com o barcelonista Carlos Trujols o título de melhor guarda-redes do mundo, Rendeiro tinha uma suprema leitura de jogo, Sobrinho enviava "pedradas" que ameaçavam a integridade física dos guardiões adversários, Livramento era o mago da patinagem, com as suas travagens súbitas, as suas fintas, condução (quase eterna) de bola, e Chana, bem Chana, foi o meu primeiro ídolo no desporto, pelo seu carisma, a sua técnica e capacidade goleadora, melhor marcador de sucessivos campeonatos nacionais. Relembro com saudade aquele seu movimento de, fugindo para um dos cantos, dali disparar, quase de ângulo morto, tiros certeiros que, invariávelmente, passando acima do ombro do guarda-redes, davam golo.

Chegado ao Sporting nessa época para substituír Salema - entretanto recrutado pela estraordinária AD Oeiras, dos irmãos Rosado e de Carvalho, aquele que não deslizava, mas sim corria sobre os patins -, Livramento trouxe aquele "plus" que conduziria à vitória europeia sobre o Adamastor da altura, os catalães do Voltregá, de Nogué, nas semi-finais (com quem havíamos perdido após prolongamento no ano anterior). A final seria praticamente um acto administrativo, tal a destruição imposta ao Villanueva, também de Espanha (6-0 e 6-3).

Ainda com estes jogadores, e superiormente orientados pelo técnico Torcato Ferreira durante este ciclo, completariámos na época seguinte o tetracampeonato, uma caminhada iniciada em 74/75.

Ficarão para sempre na memória de quem os viu jogar. 

Apesar de infelizmente António Livramento já não se encontrar entre nós, julgo que seria interessante a nossa actual direcção, tendo em conta até a criação do novo Pavilhão João Rocha, promover uma sentida e participada homenagem a estes homens que ficaram com os seus nomes gravados a ouro na história já de si gloriosa do Sporting clube de Portugal, podendo com essa iniciativa juntar o útil ao agradável, com maior participação nas bancadas.

hoquei77.jpg

 

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