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És a nossa Fé!

Estádios às moscas agora vazios

A Liga de futebol portuguesa é a mais radical, ou, se quisermos descarada, pois dá um lição de transparência a todas as que por essa Europa fora organizam os jogos. A existência daquela entidade tão esotérica quanto imaterial que é o "clube" (haverá melhor designação, mas agora não ocorre) conhecido como "B" prova à puridade que sócios e adeptos, mais as concomitantes receitas de bilheteira, são uma excrescência à economia da bola. Não há nada igual em qualquer outra Liga europeia e é por demais significativo que tal aberração não seja um escândalo nem o futebol português se sinta envergonhado.
Um breve passeio por alguns sites informativos asseguram que o "B" é apenas um exagero, pois outros "clubes" supostamente representativos de suas terras e suas gentes com ele competem em rarefacção nas bancadas. Frenética deve ser a indústria de entretenimento na Vila da Aves (pop: 8.458) para que os seus habitantes só frequentem o campo de futebol da povoação à média de 1.969 espectadores por jogo. Em Braga, a idolátrica, só 10.587 dos seus 136.885 residentes arriscam quinzenalmente as constipações naquele trambolho de betão que tem o significativo nome de Pedreira. E isto quando por méritos salvadorenhos anda a agremiação por aí a fazer brilharetes.
O público nos estádios, demonstra-o a nossa Liga, não é mais do que cenografia. Ele está lá para dar cor e barulho às transmissões televisivas que, dizem ser, a par das transações bovinas de jogadores, as verdadeiras fontes de receitas desta actividade. Nada que não se resolva com uns pack shots.
Donde que recomeçar o campeonato com estádios vazios consiste, na maior parte dos casos, em mandar ver na Tv nas tascas das redondezas a meia-dúzia de maduros que lá iam. 
De qualquer maneira este recomeço é meramente perfunctório, serve só para um ajuste de contas entre os gajos do costume.

 

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