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Estádio nacional

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Inaugurado em 1944, o velhinho estádio nacional no Jamor tem uma lotação de 37 mil lugares, manifestamente insuficientes para a procura no jogo da final da taça de Portugal, à excepção das épocas em que por um qualquer acaso fortuito do destino, nenhum dos chamados grandes chega à final.

Portugal investiu fortemente no Euro 2004, não importa aqui discutir a opção política e consequência económica de ter apresentado candidatura à organização de tal evento, mas uma vez que o país foi chamado a organizá-lo, houve um caderno de encargos a cumprir, entre os quais a reabilitação dos estádios. E aqui foi para mim incompreensível que  se tenha perdido uma oportunidade, deixando de fora o estádio nacional, quando em minha opinião deveria ter sido o palco dos jogos de abertura e encerramento do torneio. E também deveria ser hoje o estádio onde a selecção nacional de futebol disputa os jogos oficiais, cumprindo o desígnio que fundamenta a sua própria existência.

Apenas a lógica clientelar, favores políticos e tradicional incompetência lusa, permitiram chegar à bizarra situação presente, em que mantemos a final da taça no Jamor para justificar a existência do estádio nacional, mas a selecção joga noutros palcos, porque dá jeito a alguns. A Espanha não tem estádio nacional, agendando o local da final da taça do rei em função das equipas que disputam a final. A selecção vai rodando pelo país. Já a Inglaterra não dispensa que a época abra e encerre em Wembley, palco que também é utilizado para os jogos da selecção. Quando o estádio ameçava ficar obsoleto, foi temporariamente encerrado e reabilitado, voltando a cumprir a função que justifica a sua existência.

Aproveito a semana da final da taça para lançar esta discussão, sobre a qual não tenho à partida uma posição final definida, mas sou frontalmente contra o híbrido que temos. Para mim das duas uma, ou não precisamos de estádio nacional de todo, ou temos um estádio nacional, mas então que sirva para cumprir todas as suas funções, assim o exige o interesse público. E se optarmos pela manutenção do estádio nacional no Jamor, então há que ponderar a sua modernização, respeitando a sua história e arquitectura, mas ampliando a lotação e promovendo uma utilização regular. A actual situação de procurar servir a vários, na realidade não me parece servir ao país...

3 comentários

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    António de Almeida 20.05.2019

    Como escrevi no post, não tenho opinião final fechada. Defendo que se estude a questão e se tome uma decisão, se for viável a remodelação, implica obviamente acessos, conforto, estacionamento, transportes, mas então implica uma utilização regular. Caso não o seja, desactive-se, ou remodele-se para algo mais pequeno, mas tire-se de lá a final da taça. Isto é que francamente não é nada, mas não existe coragem política para enfrentar o problema, imagine-se colocar a selecção a jogar num estádio nacional e deixar de pagar aos clubes... imagine-se deixar de lado favores encapotados, isso é para países pouco sérios, como a Inglaterra...
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    Anónimo 20.05.2019

    Com as condições obsoletas que oferece, o Estádio Nacional é uma estrutura arcaica e como tal seria preferível que a final de uma prova com a importância da Taça de Portugal se jogasse em estádio mais moderno e mais bem preparado para receber esse evento, por exemplo, em qualquer um dos que foi construído para acolher o Euro 2004.
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