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És a nossa Fé!

É do cu, ou é das calças?

Desculpem o vernáculo do título, mas isto não vai lá com palmas!

No limite, eu até aceito que se entre com algum receio num jogo decisivo, em que estão em jogo classificação, acesso a competições internacionais, finais, etc. Não posso aceitar, não devo (não devemos) aceitar que uma equipa que não tem nada a perder (mas terá muito a ganhar e já lá vamos), se apresente desgarrada, sem ligação, com os seus elementos com a cabeça provavelmente na praia e o seu treinador, qual Mitch Buchannon, do alto da sua cadeira (ao que parece não a de sonho) a preocupar-se apenas com o físico das banhistas.

Ou seja, num jogo onde não estava nada em jogo que não apenas o importante prestígio, coisa pouca pelos vistos, do Sporting Clube de Portugal, entidade que por mero acaso lhes paga os chorudos ordenados, suas excelências jogaram quinze minutos à bola e o seu treinador, à cautela, contra a defesa mais batida do campeonato, vá de meter a equipa num 4x3x3, não fossem eles entusiasmar-se e marcar mais que um golo.

E não satisfeito com a coisa, decide jogar com dez lá para o fim, não fosse o mau enredo descambar e eles enganarem-se. Sim, falo dum espanhol canhoto que ele insiste em colocar em campo. Provavelmente para desvalorizar, só pode!

E então lá vai mais um empate, em casa do 12.º classificado.

Pois é precisamente por aqui que é chamado o cu à colacção: Andamos todos, ou quase, por aqui com toda a razão, a zurzir nos Capelas e quejandos que proporcionaram ao mais que provável campeão um colinho aconchegante na primeira fase do campeonato, deixando algum fedor em mais um ano de competição, mas esquecemos, ou pelo menos desvalorizamos, a "camionete" de empates que cedemos com equipes do quarto lugar para baixo e, pior, alguns deles em casa! E ainda pior, grande parte deles, senão a totalidade, nitidamente por falta de empenho, por desleixo, por "meias-partes" de avanço. Assim não há calça que resista, e inevitavelmente a manchazita acastanhada aparecerá, subrepticiamente...

Ontem, sem nada a perder, sem qualquer pressão, qualquer amador daria o cu e cinco tostões para jogar este jogo e romperia o equipamento se necessário fosse, para arrancar uma vitória. Os principescamente pagos profissionais do SCP foram ao Estoril como quem sai em excursão, de máquina fotográfica de cinco litros como o bom tuga de antigamente, e empanturraram-se de mediocridade, num banquete miserável onde até o motorista da camionete encheu o bandulho.

Vá que o Clube também decide fazer género e lhes deixa de pagar a tempo e horas. Ah! que assim não vale, ah! que somos profissionais e queremos o nosso ordenado, ah! que assim vamos fazer queixinha ao sindicato e à federação... E nós, o Clube, os sócios e os adeptos, fazemos queixa de vós e da vossa falta de profissionalismo a quem????

Confesso que de psicologia sou um completo ignorante, mas os caros leitores serão da minha opinião que com uma final importante para disputar, será de todo o interesse e bastante motivador, que se chegue lá com vitórias e com exibições robustas e convincentes. A psicologia da vitória, que até o JJ entende, parece não fazer parte do léxico de alguns dos nossos jogadores e da equipa técnica, infelizmente. E é aqui que a equipa teria muito a ganhar: potenciar os jogos "a feijões" para criar o elan necessário para chegar à final do Jamor de peito feito, com a robustez que vitórias inequívocas lhe proporcionariam. Por exemplo, embrulhar o Braga num banho de bola e numa vitória inequívoca no próximo jogo daria jeito, digo eu, mas cheira-me que, para compor o ramalhete, só falta fazer um jogo miserável com os bracarenses...

Oxalá me engane!

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