Dois pesos, duas medidas
Como ontem acentuava aqui o João Goulão, é inaceitável que duas ligas de futebol profissional sejam tratadas de forma antagónica pelo poder político e pelas autoridades federativas. Em nome de que critério de equidade o modelo que serve para a Liga 1 (realização das jornadas em falta até à conclusão da época desportiva 2019/2020) é oposto ao modelo adoptado para a Liga 2 (conclusão imediata da competição, sem apuramento de vencedor)?
Entre os efeitos secundários da pandemia em curso no capítulo do desporto, o mais intolerável será o aprofundamento das chocantes assimetrias já existentes no futebol português - o que parece indiciar-se, desde logo, pelo facto de apenas representantes de três clubes terem sido admitidos na selecta reunião realizada há dias no palacete de São Bento para definir os passos mais urgentes a dar na modalidade. Que o Sporting tenha sido um desses três clubes não é motivo para silenciarmos a indignação.
