Depressão Martínez
A colecção de cromos da caderneta Mendes, que incluem pré-reformados, post-lesionados e eternamente flopados, amigos do Ronaldo mais uns que outros, deu em Copenhaga mais uma demonstração de desorientação táctica e incapacidade competitiva.
Não chega ter os jogadores que tem Guardiola para jogar "à campeão" como joga Guardiola, é preciso ter a competência e a exigência de Guardiola. Quem diz Guardiola diz o Luis Enrique. Ou até o Flick.
Ouvi dizer ontem ao Malheiro (?) na TV que pior que o Martínez só o Scolari. Devia estar a brincar, porque o Scolari não aceitava recados, mal chegou correu logo com a prima-dona Baía, e sabia pôr "os mininos" na ordem, a bem ou a mal. O Martínez andou a fazer favores desde que chegou ao Mendes e ao Pinto da Costa, a utilizar naturalizados a martelo como o Otávio e o Galeno (este foi "treinar" com o Brasil e recusou) para possibilitar grandes transferências, a chamar os amigos do Ronaldo para tomar conta da "capoeira" cheia de "galos", tentar recuperar flops e lesionados, no fundo a tratar de rentabilizar os "cromos" da "caderneta".
Como é que o Renato Veiga, pouco tempo depois de ser emprestado pelo Chelsea à Juventus onde pouco joga, é titular na Dinamarca em vez daqueles que estão a jogar como tal no Sporting e Benfica, Gonçalo Inácio e António Silva? Para agradar ao Mendes? Além do penálti que provocou, levantando o braço sem qualquer necessidade, a saída de bola foi sempre deficiente.
Ir a Copenhaga defrontar uma Dinamarca que mete o pé e joga a correr sem trinco nem ponta de lança, com uma linha média de baixinhos vagabundos, um Pedro Neto que sabe rematar e pouco mais, é mesmo de quem não sabe e nem quer saber.
Ou melhor, quer é saber quanto é que vai receber de indemnização quando o penteado do Proença começar a perder a laca.
Dizem que temos a melhor selecção de sempre em termos de jogadores, mas o que temos é um grupo de jogadores muito iguais na técnica, no físico e na atitude, que fazem uns estágios fenomenais mas se anulam uns aos outros em campo.
Os jogadores diferentes como o Paulinho ou a atravessar um grande momento, como o Pedro Gonçalves meses atrás, pura e simplesmente não têm lugar.
Ontem sobraram quatro magníficos, que não brincam em serviço e mereciam outra coisa: Diogo Costa, Rúben Dias, Bruno Fernandes e Nuno Mendes.
SL
