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És a nossa Fé!

Deixem trabalhar quem trabalha

Texto de Francisco Gonçalves

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Enquanto os elementos que lucravam com a existência das claques tiverem consciência de que há uma hipótese, por remota que seja, de recuperar o negócio – situações de privilégio com o clube e, através delas, lucros de milhares de euros por ano, cujo destino nunca explicaram - o seu comportamento, nas Assembleias Gerais, não vai mudar. O seu objectivo é derrubar o presidente Frederico Varandas, pela singela razão de que este presidente já deu provas inequívocas de que não aceita a matriz das claques, conforme existiam no passado.

Tenho a mais profunda convicção de que a esmagadora maioria desses associados nem lê o que é sujeito a votação. A esses elementos foi-lhes dito que é para votar não e, de uma forma mecânica, obedecem aos seus patrões.

A Direcção do Sporting Clube de Portugal só tem um caminho para deixar de estar refém dessa percentagem insignificante de sócios: agendar Assembleias Gerais para dias de fim de semana, publicitá-las como se tratasse de actos eleitorais e criar, de uma forma legal, meios facilitadores do exercício de voto para todos os sócios do Sporting Clube de Portugal, em especial para aqueles que por razões profissionais, pessoais ou geográficas não podem deslocar-se ao recinto da Assembleia.

 

A essência de uma claque está longe daquilo que é o entendimento daqueles elementos que, anos a fio, quiseram ser os protagonistas do clube, vivendo à sombra do favorecimento de alguns presidentes, como recompensa da protecção que eles próprios garantiam a esses mesmos presidentes - qual força pretoriana, em pleno século XXI -, e estabelecendo negócios que, não raras vezes, tocavam as raias da ilicitude e, até, da ilegalidade.

Quem apoia o Sporting Clube de Portugal com absoluto desinteresse material não vai para as Assembleias Gerais votar, de forma acéfala, dispensando-se, até, de entender as consequências que o seu voto pode significar na vida do clube.

 

O Sporting Clube de Portugal necessita do apoio de todos os seus sócios, adeptos e simpatizantes. É verdade que Alvalade cheio, remando num só sentido, pode significar aquela ajuda suplementar que a equipa, algumas vezes, necessita para desbloquear o resultado; é verdade que, nos jogos fora de casa, é reconfortante ver os símbolos do clube nas bancadas, banhando de verde as bancadas e, dessa forma, dando alento à equipa; é verdade que é muito importante a militância dos sportinguistas, no tempo e no espaço próprios; é verdade que o Sporting Clube de Portugal, enquanto Instituição de Utilidade Pública e com a sua envergadura eclética, precisa de todos.

Do que o Sporting Clube de Portugal não necessita é de quem o apoia com o intuito de fazer do clube a sua fonte de rendimento e, mais grave, mantendo uma conduta que compromete os valores que sempre foram o guião do clube de Alvalade.

 

O presidente Frederico Varandas tem toda a legitimidade para dirigir os destinos do clube e quem não concordar com a sua presidência deve expressá-lo, no próximo ano, em sede de eleições.

Até lá, desamparem a loja e deixem trabalhar quem trabalha.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

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