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És a nossa Fé!

De Peseiro a Keizer

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No tempo de José Peseiro, quando surgiu a enorme contestação dos adeptos, escrevi aqui várias vezes que a responsabilidade principal das más exibições e dos resultados insatisfatórios estava longe de ser exclusiva do treinador.
A culpa foi da atribulada pré-temporada, com as vissitudes que sabemos. E do plantel formado às três pancadas, ao sabor dos palpites do momento, dos humores dos jogadores que haviam rescindido e dos respectivos empresários. E também da perda dos automatismos que haviam sido criados nos três anos anteriores. E ainda da falta de liquidez financeira para contratar profissionais de elevadíssimo nível.

Enfim, Peseiro foi despedido mal os lenços brancos se agitaram nas bancadas.
O despedimento gerou incontidas manifestações de euforia. Até neste blogue.

 

Acontece que, três meses depois, temos o seu sucessor a jogar... à Peseiro.
Não falta sequer o duplo pivô defensivo para ajudar a estacionar o autocarro frente a colossos do futebol como o Moreirense.
Não falta também o novo técnico vangloriar-se, em conferência de imprensa, que a equipa «sabe defender bem».

Pormenor adicional: Keizer orientou até agora a equipa em oito jogos do campeonato. Com o seguinte balanço: cinco vitórias, um empate (com o FC Porto em Alvalade) e duas derrotas (com V Guimarães e Tondela). Precisamente os mesmos números de Peseiro nos oito jogos em que comandou o Sporting na Liga 2018/2019 - também cinco vitórias, um empate (com o Benfica na Luz) e duas derrotas (com Braga e Portimonense).

Ironias do destino...

 

Questiono-me agora quanto tempo demorará até começarem a agitar-se de novo lencinhos brancos em Alvalade.

O problema, nestas coisas, é criar-se um precedente. Se acontece com um, porque não há-de suceder com outro?

5 comentários

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    Pedro Correia 22.01.2019

    Contra o Moreirense, fora, ganhámos 3-1.
    Em casa, à rasquinha, ganhámos 2-1.
    Não vislumbro a grande melhoria que o meu caro detecta. O problema será meu, admito.

    Quanto à derrota com o Estoril, recordo que se tratava de um jogo para a Taça da Liga - competição que os sportinguistas sempre desvalorizaram. Neste mesmo blogue a maioria dos meus colegas continua a chamar-lhe Taça Lucílio ou taça da carica.
    Nesse jogo, Peseiro decidiu - e bem - mudar radicalmente a equipa. Substituiu oito jogadores para poupar profissionais para a competição que mais interessa, o campeonato. A única que nos dá acesso a quantias milionárias.

    Correr com o treinador por ter rodado a equipa, apostando em jogadores secundários numa prova de terceira linha, fez esvoaçar os tais lencinhos brancos e abriu a porta de saída ao treinador. Quando tinha cinco vitórias, um empate e duas derrotas na Liga - exactamente o que Keizer hoje tem.
    Peseiro podia ter saído em qualquer altura. Esta foi, seguramente, a menos indicada. E abriu um precedente grave. Mais um, na longa história do Sporting, conhecido como cemitério de treinadores.
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    Fernando Luís 22.01.2019

    Boa tarde novamente,

    Nesse aspecto concordo consigo, até porque eu não sou a favor da troca de treinadores com a época a decorrer, porque que eu me lembro tirando com o Augusto Inácio, isso nunca deu bom resultado, normalmente o resultado é que ficamos sempre pior, e, nunca serei eu a mostrar lenços brancos a treinadores, nem tão pouco a assobiar a equipa.
    Agora não sendo a favor, mas tendo a mesma ocorrido, acima ficou a minha visão da comparação de desempenho até à data dos dois treinadores, sendo o meu desejo que no final do ano, a comparação seja ainda melhor para o lado do Keiser, o que seria motivo de alegria para a família Sportinguista.

    SL

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    Anónimo 22.01.2019

    Caro Fernando
    Mas o A. INÁCIO quando entrou e foi campeão... não substituiu outro treinador? Haja decoro...
    Caro Pedro
    Acha que começar a criticar o K. num blog público é diferente, no fundo, de que acenar com lenços brancos?
    S.Carvalho
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    Pedro Correia 22.01.2019

    A "chicotada psicológica" que levou Inácio ao comando da equipa técnica aconteceu já no século passado. Aliás, o próprio Inácio foi "chicoteado" na época seguinte. Sem sucesso para o Sporting, como sabemos.
    Neste século, que já leva 19 temporadas, nenhuma substituição de treinador a meio da época em Alvalade - sublinho: nenhuma - produziu resultados positivos.

    Acho curiosa a sua conclusão: diz que "critico" Keizer porque o equiparo a Peseiro, treinador que mereceu o apoio expresso de todos os candidatos que foram a votos na eleição de 6 de Setembro no Sporting. E o meu também, até por isso.
    O que escrevo é factual: Keizer tem o mesmo número de vitórias, empates, derrotas e pontos que Peseiro alcançou no mesmo número de jogos para o campeonato. Não quero que seja despedido, era só o que faltava.
    Se enumerar factos é "criticar", este verbo tem um significado que eu desconhecia.

    Acho curioso verificar, entretanto, que todos quantos queriam ver Peseiro pelas costas por ter conseguido só 16 pontos em oito jogos, defendam agora a manutenção de Keizer por ter os mesmíssimos 16 pontos também em oito jogos.
    A bota, aqui, não joga com a perdigota. E quem cai em contradição, garanto-lhe, não sou eu.

    P. S. - Se um blogue não serve para criticar serve para quê? Para entoar hossanas e fazer salamaleques? Critiquei outros treinadores, de Domingos a Jesus. Critiquei Godinho Lopes e Bruno de Carvalho. Continuarei a criticar quem entender, quando assim se justificar. Assinando por baixo. Não ando é a agitar lencinhos na bancada, confundido com a multidão, a pedir cabeças de treinadores de três em três meses. Isso não faz de todo o meu género.
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