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És a nossa Fé!

De bestial a besta em quatro minutos

Azarado? Quem é azarado?

Deficiente leitura de jogo? A sério?

Incapacidade de pôr os jogadores a rodar? Têm a certeza?

 

Na segunda parte do desafio da tarde de ontem, disputado na Ucrânia com bastante frio e a horas impróprias, José Peseiro fez questão de contrariar todos os profetas da desagraça que lhe iam apontando um imenso rol de defeitos. Já tinha cumprido aquilo que alguns de nós esperávamos dele ao escolher sem temor um onze nunca experimentado, face à necessidade de rodar jogadores, acautelar a partida de domingo em Portimão e dar mais rodagem àqueles que são por sistema deixados no banco ou na bancada. 

O Sporting alinhou inicialmente frente ao Vorskla - quarto classificado do campeonato ucraniano - com cinco novidades em relação ao onze inicial do desafio anterior, contra o Marítimo. Destaque para as apostas em Bruno Gaspar, Carlos Mané e Diaby - o mais caro reforço da pré-temporada leonina.

 

Confrontado com um golo sofrido logo aos 10' e com a apatia generalizada daquele grupo de jogadores incapaz de desfazer o nó ucraniano, o técnico mexeu cedo na equipa, mandando Mané para o duche aos 58'. Fez entrar Montero, muito moralizado por ter sido o melhor no desafio contra os madeirenses. Doze minutos depois, entravam Raphinha e Jovane - um deles substituindo Petrovic. Ficávamos sem nenhum médio defensivo de raiz, prova inquestionável da filosofia atacante do treinador. Que produziu resultados. Montero, com superior execução técnica, marcou um belo golo no último minuto do tempo regulamentar. Quatro minutos depois, Jovane ganhava um ressalto e transformava o empate em vitória. O puto-maravilha deu mais três pontos e algum dinheirinho ao Sporting.

 

Peseiro, que já estava a ser insultado de péssimo para baixo nos locais do costume, tornou-se o herói do dia.

Azarado, o tanas.

 

 

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SINAL VERDE

 

SALIN. Traído pela sua defesa, ainda se fez ao lance no golo ucraniano, tocando na bola mas já sem capacidade de impedi-la de entrar. Não voltou a ter problemas. Sai da Ucrânia com nota positiva.

COATES. Na hora em que é necessário remar contra a maré, ele está lá. Ontem demonstrou a Petrovic como pode ser um 6 eficaz e a Bruno Fernandes como deve actuar um 8 ao liderar o processo ofensivo, com a bola dominada, aos 55', 72' e 86'. Uma lição aos companheiros que andavam a arrastar-se em campo.

JEFFERSON. Actuação positiva do lateral brasileiro, naquela que foi até agora a sua melhor exibição nesta temporada. Esteve ligado ao melhor momento do Sporting na primeira parte, assistindo Nani para um golo que este falhou, e é ele quem faz o passe longo (à William Carvalho) de onde sai o golo de Montero.

ACUÑA. Parece ser o jogador mais polivalente neste Sporting de Peseiro. Ontem regressou á posição de médio-centro, pois a ala esquerda começou por estar entregue a Mané. Cumpriu no essencial: foi sempre um dos mais inconformados. E aquele seu potente remate em arco a rasar a trave, aos 53', merecia ter sido golo.

RAPHINHA. Desta vez começou no banco. Mas o jogo estava mesmo a pedir a intervenção dele. Peseiro deu-lhe ordem para entrar, substituindo Diaby. Estavam decorridos 70' e a partir daí o campo passou a estar inclinado a nosso favor. Raphinha foi o dínamo habitual, em energia e velocidade. Tentou o golo aos 73', fez um bom passe aos 76' e aos 90' coube-lhe o cruzamento-assistência felizmente fatal para as nossas cores.

MONTERO. O melhor em campo entrou apenas aos 58', rendendo o incipiente Mané. Não tardou a agitar o jogo, baralhando as marcações ucranianas e dinamizando o nosso ataque. Aos 79' esteve quase a marcar, de pontapé de bicicleta, aquele que seria um golo do outro mundo. Aos 90', passou do entretanto ao finalmente quando a meteu mesmo lá dentro com uma recepção perfeita seguida de simulação e disparo - usando peito, pé direito e pé esquerdo. Irrepreensível.

JOVANE. Voltou a funcionar como arma secreta e talismã do treinador. Segunda intervenção em provas internacionais, segundo golo marcado ao cair do pano. Desta vez entrou aos 70', rendendo Petrovic, e aos 90'+4 sentenciou a partida ao aproveitar da melhor maneira uma bola que Bruno Fernandes desperdiçara. Alguém pode presumir que se trata de mera coincidência?

 

 

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SINAL AMARELO

 

PETROVIC. Funciona como tampão à entrada da nossa grande área, mas limitou-se a defender com os olhos o autor do golo ucraniano, que se movimentou como quis na sua zona de influência. Ajudou depois a segurar o jogo, mas nunca se articulou bem com Bruno Fernandes ou Acuña nem foi capaz de construir lances ofensivos. O costume.

BRUNO FERNANDES. Médio de transição, voltou a exibir-se muito abaixo dos seus melhores dias. Foi quem errou mais passes, após Bruno Gaspar, e chutou demasiadas vezes para onde estava virado. No lance do segundo golo, teve uma recepção deficiente da bola, muito bem servida por Raphinha. Felizmente Jovane andava por perto.

NANI. Recuperou a titularidade e a braçadeira de capitão, mas não recuperou a antiga forma que tantas vezes nos levou a aplaudi-lo em pé. Teve o seu melhor momento no tempo extra da primeira parte, quando rematou à figura do guarda-redes, a dois passos da baliza. Vem demonstrando que joga melhor em distâncias curtas no eixo do que nas alas.

 

 

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SINAL VERMELHO

 

BRUNO GASPAR. Uma desgraça a atacar, um descalabro a defender. O lateral direito alternativo errou passes, falhou intercepções, foi incapaz de fazer um centro em condições. Percebe-se agora melhor por que motivo Peseiro tem apostado em Ristovski.

ANDRÉ PINTO. Sai da Ucrânia com nota negativa por ter estado ligado ao golo da equipa anfitriã devido a um mau alívio para zona proibida, iam decorridos apenas 10 minutos. Um erro raro nele, mas que pode acontecer aos melhores. 

CARLOS MANÉ. Preso de movimentos, sem ritmo competitivo, com apenas minuto e meio de actuação em campo nos últimos 15 meses, foi presa fácil para os ucranianos. Peseiro deu-lhe a oportunidade que muitos lhe pedíamos, mas ficou evidente que por enquanto o jovem extremo formado em Alcochete ainda não é alternativa válida.

DIABY. Estreia a titular do avançado maliano que veio da Bélgica com rótulo de goleador. Foi o mais caro reforço do defeso, mas ontem esteve muito aquém dos pergaminhos. Teve nos pés quase um golo cantado, logo aos 6', mas falhou por deficiência técnica. Merece nova oportunidade após ter desperdiçado esta.

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