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És a nossa Fé!

Craque sueco vale cada cêntimo do passe

Boavista, 0 - Sporting, 5

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Viktor Gyökeres, melhor marcador da Liga desde 2002: filme de terror para as defesas adversárias

Foto: Manuel Fernando Araújo / Lusa

 

Nesta altura do campeonato, confesso, chego a ter pena dos letais. Por mais que inventem, por mais que rasguem as vestes, por mais ódio que alimentem há sete anos ao presidente do Sporting, o que dirão eles contra esta equipa que ainda não perdeu em competições nacionais sob o comando de Rui Borges e persiste em manter-se no comando da Liga 2024/2025, a três jornadas do fim? É chato.

Anteontem fizemos um jogo quase perfeito, do princípio ao fim. Vedámos a saída de bola do Boavista, vencemos quase todos os confrontos individuais, assegurámos a supremacia nos corredores, bem confiados à arte e engenho de Maxi Araújo e Geny, alas projectados que funcionavam como extremos.

Pedro Gonçalves como avançado interior esquerdo, Trincão à direita. Viktor todo-o-terreno no seu apego apaixonado à bola: não pode passar sem ela.

 

O treinador da turma axadrezada, cujo nome ainda não fixei, havia jurado dar luta ao Sporting. Numa daquelas bravatas que técnicos inaptos costumam proferir antes das partidas, aproveitando os fugazes minutos de ilusória fama, o senhor assegurou que iria assumir-se como força de bloqueio às aspirações leoninas de renovar o título. 

Afinal, coitado, só deu mais um passo - talvez decisivo - rumo ao trambolhão na Liga 2. É a vida...

 

Aqueles adeptos que adoram sofrer com os jogos, em vez de desfrutarem deles, assistiram a uma partida imprópria para masoquistas.

Porquê?

Porque o Sporting fez o primeiro remate com perigo à baliza aos 2', com Trincão a protagonizar o disparo, e meteu-a lá dentro logo depois, aos 6'. Pelo suspeito do costume: Viktor Gyökeres. Bastou-lhe encostar, porque o trabalho mais digno de aplauso ficou a cargo de Maxi, em brilhante parceria com Pedro Gonçalves na meia esquerda da área: recuperou, venceu duelo com o lateral direito e cruzou com selo de perfeição. 

Seguiu-se vendaval leonino em desafio de sentido único. O Boavista era incapaz de transpor a linha do meio-campo e nunca incomodou Rui Silva neste primeiro tempo.

 

Do lado deles destacou-se o guardião Vaclik, negando três golos ao sueco. Primeiro aos 12', num vistoso pontapé de bicicleta que entusiasmou os mais de dez mil adeptos do Sporting nas bancadas do Bessa. Depois, aos 18', também por Gyökeres. Faria o mesmo aos 73'. E ainda viu um cabeceamento do nosso craque sair ligeiramente ao lado, no minuto 33.

Mas aos 45'+1 não houve hipótese de o travar. Viktor recebeu a bola num soberbo passe vertical de Trincão e correu cerca de 40 metros com ela, imparável, até a bombardear com sucesso até ao fundo das malhas boavisteiras.

Golaço made in Suécia com tempero minhoto. 

 

Ao intervalo, 2-0. Dava alegria, mas sabia a pouco: pouco antes, na Luz, o Benfica goleara o AVS por 6-0, colocara-se em igualdade pontual connosco e ameaçava superar-nos em golos marcados, um dos critérios de desempate.

Era imperioso ampliarmos a vantagem, goleando também.

Assim sucedeu.

 

Este segundo tempo foi um festival de futebol ofensivo. 

Aos 50', o terceiro. Repetiu-se a dose: Trincão a assistir, isolando o colega lá da frente desta vez a partir do corredor central, e Gyökeres a rematar cruzado, com êxito, libertando-se da marcação. Tê-lo pela frente é uma espécie de filme de terror em sessões contínuas para as defesas adversárias.

Aos 57', o quarto. Nova parceria Maxi-Viktor, com o primeiro a conduzi-la, bem dominada, e servindo o colega de bandeja. Houve disparo, com Vaclik a bloquear à primeira, mas já sem conseguir impedir a recarga, feita pelo uruguaio de cabeça. Prémio bem merecido para Araújo neste que foi talvez o seu melhor jogo até agora de leão ao peito.

Aos 90'+2, o quinto que encerrou a conta e confirmou a goleada. Excelente lance colectivo com a bola ao primeiro toque entre Quenda, Trincão, Harder e... ele de novo, o inevitável Viktor. Vitorioso.

As nossas redes permaneceram intactas. A equipa anfitriã não conseguiu um remate enquadrado em todo o jogo.

 

Contas feitas, quando faltam 270 minutos para cair o pano, continuamos em primeiro. Com tantos pontos como o Benfica, mas em vantagem no desempate. Porque ganhámos o embate em Alvalade e temos mais três golos marcados. Graças a Gyökeres, a melhor contratação das últimas duas décadas no Sporting. 

Palmarés provisório do sueco: 38 apontados em 31 jornadas - faltam-lhe quatro para igualar a marca do século, estabelecida por Jardel em 2001/2002. E já marcou 52 golos no conjunto da temporada.

Vale cada cêntimo do seu passe, avaliado em cem milhões de euros.

 

Breve análise dos jogadores:

 

Rui Silva (5) - Sem trabalho. Limitou-se a controlar a profundidade, sempre bem articulado com os colegas.

Eduardo Quaresma (7). Muito combativo, sem dar hipótese de progressão ao adversário na sua ala.

Diomande (6) - Atento, tranquilo, concentrado. Viu amarelo aos 88' para limpar cartões. Saiu logo a seguir.

Gonçalo Inácio (7) -  Em boa forma. Momento alto: o magnífico passe longo que inicia o quarto golo. 

Geny (6) - Protagonizou alguns desequiíbrios à direita, mas sem envolvimento em nenhum dos golos.

Debast (7) - Poucos já se lembram que chegou para central. Médio-centro muito eficaz. Agarrou o lugar.

Morten (6) - Contribuiu para o nosso domínio do corredor central. Viu um amarelo escusado aos 45'+3.

Maxi Araújo (8) - Muito activo, influente, desequilibrador. Ofereceu o primeiro golo, iniciou e concluiu o quarto. 

Trincão (8) - Pura classe. Participa em três golos: assistiu no segundo e no terceiro, pré-assistência no último.

Pedro Gonçalves (5) - Intervém no primeiro golo, tentou marcar em remate que sai por cima (29'). Ainda só dura 45'.

Gyökeres (10) - Melhor em campo, novamente. Mais quatro para o seu pecúlio. Lidera Bota de Ouro europeia.

Quenda (6) - Fez toda a segunda parte, rendendo Pedro Gonçalves. Duas pré-assistências - no terceiro e no quinto.

Morita (5) - Substituiu Morten aos 69'. Regresso após mês e meio de ausência. Temporizou e pausou o jogo.

Matheus Reis (5) - Entrou aos 69', rendendo Maxi Araújo. Aos 79', sacou amarelo a Bozenik, melhor jogador de campo boavisteiro.

Harder (6) - Substituiu Geny aos 79'. Chegou a tempo de protagonizar o decisivo passe para Viktor fechar a conta.

St. Juste (-) - Preencheu lugar de Diomande aos 90'. Exercitou-se nos três minutos de tempo extra.

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