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És a nossa Fé!

Conteúdos Sporting

A perspectiva de uma consumidora

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Captura de ecrã - site Sporting Clube de Portugal

Visito a secção de notícias do site a espaços. É por esse motivo que não estou em condições de dizer se o acesso diferenciado a conteúdos, é recente. Até à data, ainda não tinha sido confrontada com o que esta imagem demonstra.

Sou assinante da versão digital do Jornal Sporting e suspeito que o artigo a que reporta esta imagem diz respeito ao Editorial (assinado por Rahim Ahamad) da edição desta semana (assino a edição digital, mas dificuldades de ordem técnica impedem-me de à mesma aceder). A ser o caso, posso muito bem estar a pagar (quantia irrisória, é certo) pelo acesso em tempo real a um conjunto de conteúdos, cuja(s) pequena(s) parte(s), é(são) disponibilizada(s) no imediato a alguns dos utilizadores do nosso site, sendo que, esclareço-vos, sou sócia já registada no mesmo. Se tivermos em conta que qualquer sócio pode aceder gratuitamente (na área reservada para o efeito) à edição proscrita (a da semana imediatamente anterior), que sentido fará para um sócio subscrever a edição digital do Jornal Sporting?  Excluo, desta equação, o que seria uma dimensão afectiva (contribuir materialmente para a manutenção da existência do formato papel).

Em interacção acontecida a 19 de Setembro de 2018 numa caixa de comentários do És a Nossa Fé, partilhei aquela que era, e é, a minha preferência quanto à apresentação deste tipo de conteúdos: a que assume os contornos das edições online de jornais nacionais e que, actualmente, dispõem de conteúdos vídeo e áudio.

Nesta casa - aquela em que vivo - apesar de termos televisores, não acedemos a qualquer canal de televisão, nem os aparelhos estão sequer ligados à corrente eléctrica. Seleccionamos os conteúdos que nos interessam nos sites de estações de televisão e demais órgãos de comunicação social. A par de mais algumas subscrições digitais e formato papel, é assim que consumimos conteúdos, extra espectáculos presenciais e livros/discos. Graças a esta forma de estar, anseio pelo dia em que poderei aceder à totalidade dos conteúdos disponibilizados pela Sporting TV, em formato streaming.

Decepcionada pelo que vi no nosso site - e assumidamente curiosa - fui espreitar o quintal do vizinho. Gostei, em termos de organização e apresentação, daquilo que vi. Suspirei (mas, não, não vou deixar-vos ligações virtuais para o sítio do clube em questão). 

Voltei ao nosso site. Nesta altura, os conteúdos fotográficos, áudio e de vídeo estão alojados na secção 'Multimédia' e, pelo que pude perceber, a área de fotografia esteve 2 anos sem ser actualizada (a última actualização aconteceu há duas semanas, antes disso, as últimas, ocorreram há dois anos).

Nos perfis Facebook do Clube e da Sporting TV, são disponibilizados vídeos completos de alguns dos programas desta última. No site, os programas destacados, são: Sporting Grande Jornal, Especial Jornada, Futebol de Perdição, Nomes que Brilham, Sempre em Jogo. Uma vez que não tenho acesso à Sporting TV, desconheço se Nomes que Brilham e Futebol de Perdição, ainda se mantêm no ar. Desconfio, contudo, que o primeiro já não terá como comentadores residentes: Carlos Dolbeth, Joaquim Melo e Hélder Amaral. E Paulo Fernandes, José de Pina, Vasco Duarte, João Cunha e Diogo Faro, ainda compõem o ramalhete de Futebol de Perdição?

Confesso-vos que a antepenúltima edição do Jornal Sporting (a última a que acedi) surpreendeu-me negativamente, já que, ao contrário do que normalmente acontece, não foi entrevistado quem quer fosse. Por esse motivo, digo-vos que foi uma edição que senti como perfeitamente inútil, já que os conteúdos disponibilizados - análises aos diferentes desafios das nossas equipas/atletas -, nada acrescentaram até por dos resultados - o mais importante - já ter conhecimento. O hiato de uma semana, faz-me perder completo interesse nos pormenores que as peças possam acrescentar.

Haverá mudanças no horizonte? Perspectiva-se, alguma vez na vida deste Clube, ter o site convenientemente actualizado e sentirmos a informação organizada de uma forma amiga do utilizador?

Pago 22€/ano pela subscrição digital do Jornal Sporting (permite acesso a todas as edições disponíveis na plataforma, desconheço, contudo, até que ano recuam). A subscrição do formato papel custa, se expedida para o território nacional, 45€/ano. As subscrições são obrigatoriamente anuais.

Os vizinhos? Pagam 39,41€ pela assinatura - obrigatoriamente anual - no formato papel e 34,99€ pela assinatura anual em formato digital, sendo que, neste último formato, o utilizador pode optar pela subscrição mensal, pela qual pagará 2,99€ (35,88€/ano).

Têm, desde Janeiro deste ano, uma coisa chamada 'B Play' que permite viver, online, a partir de vários dispositivos, os bastidores do Clube, de acordo com o seguinte preçário:

Mensal: 1,99€ Sócios/2,99€ adeptos
Semestral: 10,99€ Sócios/16,50€ adeptos
Anual: 19,99€ Sócios/29,99€ adeptos

Ouvi recentemente José Quintela em entrevista concedida ao podcast 'Sporting 160' e, confesso-vos, não fiquei especialmente convencida pelas justificações que deu sobre o atraso do Clube nesta área, e que andam em torno da indisponibilidade financeira para investir a fundo no digital. Depois de José Quintela, e já neste mandato, tivemos Cláudia Lopes que foi anunciada como directora de Comunicação e responsável pelas plataformas do Clube. É público que já nos deixou e que esteve pouco tempo no Clube.

Haverá quem possa justificar a dificuldade de fundo que o Sporting Clube de Portugal revela em apresentar-se actualizado nestes domínios? Enquanto não rola a bola, pensei que poderíamos debruçar-nos, mais uma vez, sobre este assunto.

Se me dão licença, vou agora pulverizar o telemóvel com álcool que o pobre aparelho esteve exposto a bicheza perigosa. Maldito coronavírus. E a dor de. Isso mesmo. Rima com Corona. 

20 comentários

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